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Queer Lisboa

“Morrer como um homem”, de João Pedro Rodrigues, abriu a 13º edição do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa.

Arrancou ontem, sexta-feira, a 13ª edição do Queer Lisboa, Festival de Cinema Gay e Lésbico. Já com um lugar marcado entre os principais eventos culturais de Lisboa, “a maior celebração de cultura queer do país” decorrerá até dia 26 de Setembro no Cinema São Jorge.

A longa-metragem de abertura foi “Morrer como um homem” de João Pedro Rodrigues em antestreia nacional, tendo sido exibido pela primeira vez no Festival de Cannes. A história de uma estrela do travestismo lisboeta que vê o mundo à sua volta desabar ao mesmo tempo que lida com o seu própria identidade sexual, de certo ponto de vista, indefinida.

Ao longo de uma semana poderemos assistir aos habituais filmes em competição, nas categorias de Melhor Longa-Metragem, Melhor Curta-Metragem e Melhor Documentário, mas também películas inseridas em outras secções do festival totalizando 95 filmes programados.

A Secção Panorama Longa-Metragem propõe-nos uma série de seis filmes que abordam a temática da descoberta sexual na juventude analisando a forma como foi sendo tratada no cinema ao longo dos tempos, a sua evolução.

Queer Art é o nome mais uma secção do festival, inaugurada na edição anterior, e que apresenta um programa dedicado à cinematografia experimental de carácter marginal. Dois programas dedicados ao trabalho de dois realizadores: Albert Sackl, austríaco e Michael Cox, dos Estados Unidos constituído por 3 documentários e uma ficção e um programa de curtas lésbico e outro gay, é o que podemos visionar nesta categoria. Também no âmbito do Queer Art podemos visitar a exposição Shocking Pinks comissariada por João Mourão e Nuno Ramalho.

João Lopes e Nuno Galopim “legendam” dois conjuntos de telediscos a propósito da secção Queer Pop. No primeiro programa podemos encontrar uma selecção dos últimos dois anos de cruzamento entre linguagem musical e estética audiovisual queer, no segundo assistimos a uma homenagem a dois grandes nomes da música francesa, Mylène Farmer e Zazie. Também em jeito de homenagem e ainda na secção Queer Pop, poderemos visionar dois documentários, um sobre a banda Pansy Division e outro sobre Arthur Russel.

Em Noites Hard serão exibidos filmes pornográficos gay e lésbicos, tendo como ponto de partida o papel fundamental que este assumiram e assumem na definição sexual de milhares de jovens. Este ano especial destaque para o conjunto de produções de carácter vintage e também a oportunidade de conhecer um conjunto de cineastas recentes que elevam este género a patamares superiores de experimentação visual e narrativa. Sempre depois da meia noite, na sala 1 do Cinema São Jorge.

A grande novidade deste ano é a criação do Espaço Lounge – Espaço Memória que pretende assinalar um conjunto de efemérides que se celebram em 2009. Os 25 anos da morte de António Variações, o 10º aniversário do falecimento de Amália Rodrigues, os 40 anos que passaram sobre os motins de Stonewall e morte de Judy Garland, os vinte anos da queda do muro de Berlim, o centenário de nascimento do pintor Francis Bacon e os 50 anos da morte do poeta António Boto são recordados em concertos, recitais de poesia, sessões de cinema, exposições e debates a acontecer neste novo espaço do Festival.

Este ano poderemos ainda contar, mais uma vez, com o Queer Market onde encontramos, para venda, vários livros e DVD’s de temática queer. O festival associa-se este ano ao lançamento de três DVD em Portugal: “The Living End, Fora da Lei e The Celluloid Closet”.
A Gala de Encerramento do Queer Lisboa 13 acontecerá no dia 26 às 22h horas onde serão apresentados os vencedores do festival e exibida a longa-metragem norte-americana “Were the World Mine”, uma comédia musical de Tom Gustafson.



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