Quinta Edição da Lisboarte

Não perdemos a sua inauguração e deixamos aqui os pontos altos.

A quinta edição da Lisboarte está novamente nas ruas. Para quem ainda não teve a oportunidade de visitar algumas das galerias envolvidas neste projecto, esta é uma ocasião única.

Nesta edição, além de muitas exposições de pintura e escultura, podemos ainda encontrar trabalhos de fotografia, desenho, vídeo e instalação. Com esta grande variedade artística, a Lisboarte pretende divulgar as galerias lisboetas como forma de destacar o trabalho de alguns artistas portugueses.

O dia 18 de Setembro marcou a inauguração desta quinta edição da Lisboarte. Divididos entre dois circuitos, foram realizadas 17 inaugurações de galerias num só dia, o que é de alguma forma demonstrativo do empenho da Câmara Municipal de Lisboa, mas também da associação portuguesa de galerias de arte para divulgar este tipo de eventos culturais.

A Rua de Baixo teve a oportunidade de participar no circuito e destaca algumas exposições de maior interesse. A Galeria 111, no Campo Grande é uma dela, onde se pode conferir uma exposição de pintura da autoria de Miguel Telles da Gama, “If I Was a Blind Man”. Nesta mostra de pintura, Miguel da Gama tenta focar a atenção naquilo que existe dentro das coisas. O pintor tenta cativar o público como forma deste tecer variadas interpretações a quadros aos quais é necessário “tempo” para “ver”. Com o recurso a variadíssimos ícones da cultura contemporânea, assistimos a uma exposição que mais se assemelha a uma série de puzzles que o observador compõe ele mesmo.

A Galeria ARTFIT acolhe a exibição de uma exposição da autoria de Cátia Serrão intitulada Dromomania – desenhos aéreos. Esta galeria teve uma preocupação crescente em conseguir envolver o público na atmosfera da exposição, daí a preocupação em centrar no observador toda a atenção, fazendo dele uma parte participante na exposição. Num ambiente onde o preto e o amarelo predominam, podemos descobrir um trabalho minucioso onde pequenos pontos dão origem a cenários fabulosos.

Cristina Valadas é o nome da artista que encontra a sua obra exposta na Galeria Arte Periférica, no Centro Cultural de Bélem. Numa exposição intitulada “Quanto mais o tempo me tira, mais a vida me dá…”, Cristina tenta transpor a sua vertente mais infantil através de traços simples que compõem verdadeiros trabalhos artísticos. Cristina nasceu no Porto em 1965 e, depois de se licenciar em Pintura, na Escola Superior de Belas Artes, começa a dividir a sua vida entre o norte e centro do país. Aos poucos, a sua carreira começa a ganhar ênfase quando, em 1997, ganha o prémio de pintura Almada Negreiros. Uma verdadeira surpresa é o que nos revela esta pintora. Uma galeria a não perder no CCB.

Em exibição até 30 de Outubro, estas são algumas das exposições que valem a pena ser visitadas neste evento da Lisboarte.



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