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Radio Fugu

"…eu não sei o que é isto mas é muito bom!"

De todos e para todo o Mundo, é assim que se apresenta. De todas as espécies de música, ficam as especiais. Uma rádio, acima de tudo, despida de preconceitos, feita do amor à música.

“Radio Fugu”. De onde surgiu o nome? Que significa?

Fugu é um peixe normalmente associado à cozinha Japonesa, o Peixe-Balão. É uma iguaria peculiar porque só há uma pequena parte que não é venenosa. A preparação tem que ser feita por um sushiman especial com muitos anos de prática e é legislada internacionalmente. É isso que a Radio Fugu faz, procurar em todas as épocas e géneros a música mais especial, com o cuidado de um cozinheiro experiente.

Qual é o grande objectivo desta rádio?

A Radio Fugu pretende ser uma rádio consumida por todos e espalhada pelo mundo inteiro. A intenção é fazer com que todos oiçam boa música e que não tenham preconceitos, filtrar a música que se ouve hoje em dia e toda a música do passado sem objectivos comerciais.

A vossa apresentação está em Inglês. É uma necessidade nos dias que correm?

A Radio Fugu, como é uma rádio online, tem que ser essencialmente uma rádio internacional e por isso o site e os jingles estão em Inglês. Mas o futuro da rádio vai passar por ter programas em várias línguas, até porque a música é universal e não pode ter barreiras linguísticas.

Porquê o slogan “Música nua para pessoas vestidas”?

O slogan Naked Music for Clothed People é uma ironia que faz alusão à música sem compromissos que a rádio passa, música despida de preconceitos e estilos, para pessoas vestidas, que, estando já vestidas, não necessitariam de mais roupa e por isso a música despe-nos de preconceitos.

O online impôs-se como imperativo?

Não há outra hipótese, até porque o espectro FM em Portugal está todo ocupado. Sem uma entidade segura não há forma de ter uma frequência e por isso nem sequer há hipótese de pensar em ter uma rádio independente ou pirata, até porque a legislação não o permite. Claro que não se descarta essa hipótese, mas os compromissos comerciais que imperam nas nossas rádios não permitem uma rádio como a Radio Fugu, irónica e independente. Provavelmente um dia chegaremos lá.

É uma rádio “independente e livre”. Porque a necessidade de independência?

Não há outra forma de pensar uma rádio desta natureza sem independência, até porque é uma rádio online. A música deve ser livre e não pode ser imposta por ninguém, esse é também o factor que torna a Radio Fugu única, é ter um espírito de rádio FM mas independente e disponível para todo o mundo.

Ficaria bem o rótulo “generalista”?

Na Radio Fugu temos uma certa dificuldade com rótulos, até porque os programas são praticamente todos temáticos e dedicados a uma época ou género, por isso até se poderia chamar de uma rádio generalista, mas mesmo essa definição é demasiado abrangente.

“Coisas estranhas e outras coisas que nunca parecem encontrar o seu caminho em circuitos convencionais”. Que coisas são essas?

A música que geralmente passa na Radio Fugu não é ouvida em circuitos mais comerciais ou mesmo ouvida de todo, especialmente neste formato tão abrangente. Normalmente as rádios passam um determinado género ou época e estão fechadas num certo circuito comercial. Não há uma rádio verdadeiramente alternativa e generalista neste momento, já houve. Na Radio Fugu gostamos de música estranha e que não tem lugar nas outras rádios, música que nos faz apurar os sentidos e dizer “eu não sei o que é isto mas é muito bom!”

Qual é a “verdade musical”?

A verdade musical é música verdadeira, que não obedece a nenhum objectivo para além do prazer de ouvir.

“Sem compromissos, sem géneros”, mesmo?

O único compromisso é mostrar música interessante e diferente sem obedecer a um patronato ou imposição comercial, seguindo um determinado padrão de qualidade e alguma ironia.

É, acima de tudo, uma rádio com paixão?

Não seria uma rádio destas se não fosse feita com paixão e amor à música, e, acima de tudo, com uma necessidade imensa de partilhar.

De onde vem essa paixão?

A música é paixão suficiente, toda a música que se colecciona e não é partilhada e é arquivada. Embora a música seja um prazer pessoal, ela tem que ser partilhada e ouvida por tanta gente quanto possível. A paixão vem também da necessidade de trazer uma lufada de ar fresco ao panorama das rádios nacionais, mesmo sendo uma rádio internacional; houve tempos em que tivemos rádios com coragem para passar música sem preconceitos mas hoje em dia, salvo algumas boas excepções, quase todas as rádios nacionais são comerciais e fechadas num marasmo de música com objectivos apenas monetários. Não há uma verdadeira alternativa, nem na rádio nem na televisão, e fazer uma rádio como a Radio Fugu é ter esperança que a música seja tão livre quanto a paixão em partilhá-la.



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