Rainer Truby & Peter Kruder

They're back.

Dois nomes que dispensam apresentações no território nacional regressam às cabines do LUX para mais um Set que promete acender a pista da discoteca de Santa Apolónia.

 

O percurso destes dois “pilares” da música electrónica actual teve um percurso/origem distintos. Peter Kruder, proveniente de Viena, foi no final da década um dos nomes mais aclamados da música electrónica ao lado de Richard Dorfmeister. Ambos foram apelidados pela crítica especializada como a “dupla maravilha” de Áustria.

 

O percurso desta dupla começou em 1993 quando criaram a sua própria etiqueta, a G-Stoned, e lançaram o EP “G-Stoned”, de destacar deste EP um hino ao Chill Out: «Definition», cinco minutos de cortar a respiração de uma embaladora e flutuante flauta transversal. Nesta editora figuram ainda hoje nomes como os Tosca, DJ DSL, Rodney Hunter (que passou pelos nossos lados há bem pouco tempo) e Peace Orchestra.

Em 1996 lançaram o álbum “Conversions” pela editora Spray/BMG de onde foi extraído o electrizante «Speechless», uma mistura de Drum n´ Bass com uma voz demoníaca feminina com instrumentos jazzisticos de fundo. Em 1997 lançam pela K7 um dos “DJ Kicks” mais bem sucedidos desta “saga”.

O K&D Sessions, álbum duplo editado em 1998 com remisturas que vão dos extintos Lamb, a Roni Size, aos Depeche Mode (versão do épico «Uselless») passando por tantas outras correntes como o trip-hop, downtempo e mesmo o dub é ainda hoje um álbum de cabeceira para qualquer amante de música de dança. Com o lançamento desde registo, K&D atingiram um patamar que foi possível a partir de então dizer que um certo som soava a Kruder & Dorfmeister. Esta dupla Austríaca elevou-se o conceito de NU Jazz a roçar o mainstream no final da década de 90.

Com o sucesso alcançado a dupla criou projectos paralelos, Richard Dorfmeister envolveu-se juntamente com Rupert Huber nos aclamados Tosca (acabaram de lançar o álbum “Souvenirs”), Peter Kruder por sua vez formou os Voom Voom em colaboração com os FAUNA FLASH, cujo resultado foi uma longa-duração pela K7 no presente ano: “Peng, Peng” e o projecto Peace Orchestra, do qual resultaram dois álbuns, o homónimo “Peace Orchestra” pela G-stoned e “Reset” em 2002 pela K7.

Rainer Trüby é considerado pelos especialistas um dos melhores DJs deste género Broken Beats / Nu Jazz. Gilles Petersson- dono da conceituada editora Talkin’ Loud –  um expert na matéria, inclui Truby no seu Top 3 de DJ´s.

Truby é um artista a que podemos denominar de vinyl-junkie, toca quase todos os estilos de dança, a sua invejável reputação foi ganha com admiráveis actuações que vagueiam inteligentemente pelo Jazz, Bossa Nova, Nu-Disco, Boogie, Downbeat, House e Drum’n’Bass.

O seu percurso começou nos anos 80, altura em que Rainer começou a misturar hip-hop que ia desde De La Soul a A Guy Called Quest. Por volta de 1990 começou a sua carreira de DJ em Estugarda, nesta altura as suas preferências começaram a virar-se mais para o jazz e o funk. Mudou-se para Freiburg e formou os lendários Forest Mighty Black, criando, acidentalmente (palavras de Rainer Truby), a editora Compost Records.

Em 1997 juntamente com os Fauna Flash (tal como Kruder tinha feito) criou um projecto paralelo: Truby Trio. Deste projecto destaca-se a produção, tal como Peter Kruder, um DJ Kicks pela K7 Studios e o aclamado álbum “Elevator Music” pela Compost Records em 2003 e “Retreated” um ano depois pela mesma editora. 

Truby visitou os nosso palcos o ano passado, no dia 22 de Outubro visitou o Club Lua em Lisboa para uma plateia de cerca de 50 pessoas, esperemos que desta vez tenha a recepção que lhe é merecida. Kruder andava desaparecido dos palcos portugueses há uns anos, os menos esquecidos certamente se lembram da fantástica noite que nos proporcionou no LUX em Novembro de 2002 com o seu antigo parceiro Dorfmeister, esperemos uma tão boa ou melhor noite no dia 11 de Maio na mesma casa.



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