Ratchet and Clank: Into the Nexus

Ratchet and Clank: Into the Nexus | Análise

Acção frenética, explosiva e muito divertida.

Das mãos da Insomniac Games chega Ratchet and Clank: Into The Nexus. Vários são os títulos e sagas Ratchet and Clank mas de acordo com alguns fãs, desde 2009 que a série tem vindo a estagnar. Será que a 12ª entrada, 4ª na saga Future, vai conseguir revitalizar esta série e os nossos dois heróis?

“Into The Nexus”, serve como conclusão à saga “Future”. A sua história começa com o nosso amigo Ratchet e o seu fiel companheiro metálico Clank a escoltar à prisão de Vartax a perigosa Vedra Prog que depois de um violento assalto às indústrias Pollyx estabeleceu um novo recorde ao receber uma quíntupla prisão perpétua. Nada mais simples certo? Não fosse o carismático irmão de Vedra, Neftin Prog, que ao lançar um ataque à nave onde estavam os nossos amigos acabou por deixá-los à deriva no espaço. Chegando ao planeta Yerek (o como, terão de ser vocês a descobrir) começa então uma nova aventura onde temos como objectivo, capturar os irmãos Prog.

O grafismo deste título é bastante agradável, não é deslumbrante mas consegue oferecer-nos ambientes dinâmicos e cheios de vida sempre acompanhados por uma banda sonora divertida, por vezes brincalhona e até mesmo natalícia. Curiosos com esta última? Já lá vamos.

Em termos de jogabilidade, é precisamente aí que este título mais brilha e consegue inovar, oferecendo aos fãs exactamente aquilo que estavam à espera, alguns há já algum tempo, uma verdadeira experiência Ratchet and Clank. No entanto, para que possamos enfrentar os vários inimigos que decidam atravessar-se no nosso caminho, e transformá-los em pilhas de porcas e parafusos (a tradicional moeda de troca desta série), vamos precisar de armas. Nesse departamento garanto que não vão ficar desiludidos, uma vez que este título nos oferece um vasto e original leque de armas. Alguns exemplos são o Vortex Cannon que cria um buraco negro no cenário que suga os nossos inimigos para outra dimensão, o Winterizer (uma das minhas preferidas, confesso) que dispara um tornado que congela e transforma os nossos inimigos em bonecos de neve ao som do cantarolar de Jingle Bells e a Nightmare Box que coloca no cenário uma horripilante criatura que ao pregar um enorme susto aos nossos inimigos atrai para si a atenção dos mesmos deixando-nos livres durante algum tempo para espalharmos o caos. Claro que não são só estas, existem armas para todos os gostos, cada uma com o seu estilo e utilidade. Temos também claro as engenhocas. Cada uma com a sua utilidade são elas que nos ajudam a atravessar os cenários e a completar certos puzzles. Falo por exemplo de Grav Streams que criam um feixe de luz no qual podemos flutuar em direcção a outra parte do cenário e por exemplo de um jetpack que nos permite sobrevoar diversas áreas.  Fora as armas e engenhocas, podemos também adquirir armaduras que reduzem o dano que levamos. Neste título Clank tem também um maior protagonismo onde fará por vezes parte de mini-missões nas quais, manipulando as forças da gravidade, teremos a, por vezes árdua, tarefa de o ajudar a chegar ao fim.

Infelizmente a história é extremamente curta, levando no máximo 6 horas a completar. Ao todo são quatro os planetas que visitamos, todos diferentes e cada um com os seus objectivos e segredos. Um desses planetas consiste numa arena, onde podemos participar em três torneios, Bronze, Prata e Ouro, cada um com os seus desafios e recompensas. Para compensar o curto modo de história, ao completarmos o jogo desbloqueamos uma espécie de New Game +, com o nome Challenger Mode. Neste modo voltamos ao início da história mas com tudo o que já tínhamos desbloqueado, o jogo ficará mais difícil e podemos descobrir novas e melhores armas.

Ratchet and Clank: Into The Nexus é curto, mas não deixa de ser também uma óptima experiência, talvez a melhor desde há muito tempo. Com vários segredos por descobrir e objectivos por cumprir podem contar com bem mais do que as seis horas que o modo história oferece. Isto sempre com uma boa disposição e uma acção frenética, explosiva e acima de tudo divertida.



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