“Renato” | Manolo Hidalgo

“Renato” | Manolo Hidalgo

She moves in mysterious ways

Em 1991, naquele que muito provavelmente foi o seu melhor disco até à data, os U2 cantavam a certa altura: «She moves in mysterious ways». Misteriosos são também os caminhos que, em “Renato” (Kalandraka, 2013), ela terá de percorrer. Porém, se na canção de Bono & Cª o centro do mistério era uma rapariga de esbelta figura, já no livro de Manolo Hidalgo o alvo é algo bem menos carnal: a felicidade.

Renato está para o Inverno como um peixe para a água. Adora brincar na neve e deslizar no trenó por entre as árvores mesmo que, muitas vezes, os seus chifres fiquem presos nas árvores e acabe por ser alvo de risos alheios. Triste com o facto dos outros animais gozarem com ele, Renato toma uma decisão radical: comprar um serrote para cortar os chifres e deixar de se sentir deslocado. O destino, porém, tem planos bem diferentes, e a felicidade chegará da forma mais inesperada.

“Renato” | Manolo Hidalgo

Com uma escala cromática simples onde apenas cabem o preto, o branco e o vermelho, ilustrações apelativas ao olhar dos mais novos e uma disposição de palavras que se diverte a brincar com minúsculas e maiúsculas – e por vezes a esconder palavras por detrás de figuras ou objectos -, Hidalgo oferece, em “Renato”, um retrato iniciático sobre a indiferença, propondo o colectivo como a forma mais divertida de se viver a felicidade e ultrapassar os problemas da vida.



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