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Resident Evil 2 | PS4

Um remake novo… em todos os aspetos

Sendo eu um grande fã da Nintendo, nunca tive grande oportunidade de crescer ou, pelo menos, deixar crescer a Playstation dentro de mim. Grande exemplo disso é o facto de, apenas agora, ter a sorte de conseguir obter uma PS4 e nada melhor para testar o sistema se não com um título tão épico como a consola em si. Embora muitos dos títulos tenham atingido, de alguma forma, as consolas da Nintendo, a própria capa do jogo acabava por assombrar os meus pequenos olhos de criança (de 4 anos) o que faz com que ficasse, um pouco, na ignorância do que era Resident Evil. A saga do Resident Evil, que já contempla, no seu conjunto, um vasto elenco de videojogos, mas também, filmes e livros que contam o quão aterrador uma vida com zombies pode ser.

O primeiro título lançado por esta vasta franquia foi em Março de 1996, mais concretamente, no dia 22, dia esse que ficaria marcado pela criação de uma das sagas mais conhecidas no mundo (e histórias) de zombies. Marcando a presença em quase todas as consolas alguma vez concebidas, Resident Evil faz com que o jogador entre na pele – em regra – de um polícia que tem como missão principal desvendar os mistérios que assombram as cidades em que se encontram, deparando-se, pelo caminho, com imensos obstáculos sombrios, capaz de deixar qualquer um com pele de galinha. Resident Evil 2 Remake não é exceção.

Como tive oportunidade de referir, nunca fui um jogador para lá das portas da Nintendo e, portanto, o primeiro título que enfrentei desta velha saga foi o Resident Evil 5, título esse que, pelo que sei, se afasta muito da fórmula original.

Tendo agora um Resident Evil mais sombrio em mãos, sempre tive curiosidade de saber até onde podia ir, mantendo a minha sanidade mental intacta e, claro, sem perder o interesse no jogo.

 

Spoilers: manteve por muito tempo.

Apesar de ser um remake do jogo original – que estrou em Janeiro de 1998 – nunca senti, ao longo da playthrough, que fosse um jogo “velho no corpo de um novo”. Muito pelo contrário. Embora a história seja um pouco “batida”, do grafismo do jogo ao estilo que o mesmo transmite são exatamente aquilo que seria esperado de um jogo de zombies em 2019. Desde os locais misteriosamente obscuros aos zombies, tudo em Raccoon City é super detalhado mesmo que seja demasiado assustador para ter tempo para ver tudo ao pormenor.

Os tiros que batem nos zombies marcam, exatamente, o sítio onde bateram, espirrando o sangue no sentido da bala para elevar o jogo para um patamar mais realista, as zonas, como já disse, transmitem um ambiente inseguro e sombrio, capaz de pregar um susto a qualquer corajoso que tente testar o terreno.

As mecânicas do jogo são também elas muito interessantes. Começando pelo mais básico, o inventário do jogador, este terá de ser, não só, organizadinho, como também, perspicaz, obrigando o jogador a trazer e guardar apenas, aquilo que precisa, contribuído assim para momentos desesperantes, por exemplo, quando estamos a ser perseguidos por zombies e não temos mais munições ou quando temos de resolver um puzzle (desafio) e não temos os utensílios necessários. Ah! Quanto aos puzzles: alguns muito simples e intuitivos, outros nem tanto. Porém, não deixam de ser desafiantes.

O único aspeto do jogo que não gostei tanto foi a introdução do Tyrant, um super zombie que apenas fica atordoado com os tiros que lhe lanças e que te persegue até aos confins do universo. Quando começares a ouvir passos e a música a acelerar, já sabes que é para correr no sentido contrário. Um encontro engraçado à primeira, mas alta seca quando tens sítios para ir ou puzzles para resolver. Sinto que o jogo ganha, pelo menos, mais uma hora, só a fugir deste senhor azul com poker face.

Uma coisa que me esqueci de apontar quanto aos modos de jogo, temos a oportunidade de jogar o modo história com as duas personagens principais, Leon S. Kennedy ou Claire Redfield, alterando, entre eles, as armas utilizadas e os locais que podem visitar. No entanto, apenas alguns pontos são diferentes entre as duas versões como alguns bosses e pessoas que encontramos. Mesmo assim, acho que foi um factor enriquecedor para o jogo e alaga, assim, a experiência do que aconteceu, naquela noite, aos nossos protagonistas.

 

Prós:

  • Embora Remake, não se sente como um, fazendo-se sentir como um jogo totalmente novo;
  • Gráficos excelentes desde as personagens, a zombies, aos locais por explorar, etc.;
  • Detalhes impressionantes, principalmente, dos tiros;
  • Bosses e puzzles com mecânicas interessantes e, alguns, assustadores, o que dá ainda mais pica para tentar ultrapassá-los.

Contras:

  • O nosso Mr. Tyrant é um pouco aborrecido após algumas perseguições.

 

N.º de Porta:

8.5/10



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