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Revolution 99/09

10 anos de (R)Evolution!

Se quiséssemos citar comentários que ouvi aqui e ali, poderíamos escrever “já vi isto tudo antes, não há nada de novo”. Se quisermos chamar a Revolution 99/09 exactamente o que esta exposição é, dizemos que é uma espécie de best-of do últimos 10 anos de design gráfico e de produto em Portugal, com curadoria Experimentadesign.

190 projectos de mais de 70 designers portugueses retratam uma década que se mostra ao mundo no Palácio do Barão de Quintela, em pleno Chiado até 5 de Setembro.

Na secção de design de produto apresenta peças únicas e produções em série para o grande público. Entre séries limitadas editadas pelo próprio designer encontramos o candeeiro de mesa T5 (1999, Protodesign) de José Viana; Alma Chair (2001) de Marco Sousa Santos, com a sua volumetria, no mínimo, inesperada; a mesa Drawing Table 54 (2001) e o banco Pata Negra (2004) de Fernando Brízio ou a jarra “Editor #4” de Miguel Vieira Baptista. Designers com actividade relativamente recente que se conseguiram tornar referências.

Com maior visibilidade e distribuição, podemos passar nesta exposição pelos projectos encomendados para a indústria do vidro e porcelana, como o Projecto 01 Contentores de Hugo Amado, Project 02 Box e Project 02 Vase de Miguel Vieira Baptista e as Bolas de Cristal de Rita Filipe para a Vista Alegre.

Designers diferentes de uma geração mais recente, Pedrita ou Álbio Nascimento, acabam por trabalhar objectos mais clássicos como jarras, taças e objectos de tableware ou utensílios de cozinha, quase sempre segundo uma perspectiva crítica da cultura material, padrões de consumo e produção contemporâneos.

A comunicação visual da última década foi tanta, mas tantas, que as mensagens acabaram por se multiplicar de forma estrondosa e com elas os contextos e os formatos. Neste domínio a indústria cultural dá as cartas de uma forma mais óbvia, pelo menos.

Ao lado de peças de grande distribuição como cartazes, convites ou brochuras e exemplos de design editorial, esta mostra apresenta também packaging e design de fontes, àreas em que alguns designer portugueses têm dado cartas nos últimos anos.

As revistas NADA (de Manuela Granja, desde 2003) e LX-Metropole (Silva!designers) e a colecção da editora Tinta da China de Vera Tavares são apenas três exemplos do catálogo de design editorial desta exposição.

Ao lado de projectos para grandes instituições culturais, como ss cartazes de João Faria para o Teatro Nacional de São João ou de Cristina Reis para o Teatro da Cornucópia, surgem trabalhos para projectos musicais alternativos de CãoCeito, Filho Único e MacIntóxico.

O que é certo é que a Experimentadesign enquanto evento bi-anual conseguiu trazer os protagonistas mais conceituados a Lisboa e facilitou de alguma forma a colocação de Portugal no mapa criativo internacional, no que a estas coisas diz respeito.

Enquanto associação com trabalho contínuo e independente da bienal, inicia agora um esforço no sentido de ter uma programação contínua que cative novos públicos. Talvez esta exposição possa ser considerada uma espécie de introdução a conceitos, ideias, formatos que, quer queiramos quer não, são diversificados, plurais, e, de facto, provam que esta a Revolução aconteceu.

Inaugura-se assim uma parceria entre o IADE e a Experimenta para que, de agora em diante, possam passar por este Palácio mostras de design, workshops e conferências regulares e que apresentem novas perspectivas sobre esta disciplina.



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