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Surrealismo com bacon

Os sonhos surrealistas de Ricardo Imbern inauguram Speed&Bacon, o novo espaço construído na capital espanhola para jovens designers e artistas.

Indonésia, Camboja, Vietname, e até alguns amores do passado, foram as inspirações do artista espanhol Ricardo Imbern para a mostra inaugural de Speed&Bacon, o novo espaço loja-galeria dedicado às tendências actuais da arte e moda, surgido recentemente numa das melhores zonas de Madrid.

É um lugar onde coabita a pintura e a moda, a escultura e as jóias, a fotografia e o artesanato urbano. Speed&Bacon é definitivamente um lugar para exibir novidades, perfeito para jovens designers e artistas e, portanto, perfeito para Ricardo Imbern, pintor do movimento lowbrow ou surrealismo pop que foi convidado para a primeira exposição do espaço madrileno.

Ricardo Imbern durante a noite sonha com caras grandes e deformadas, narizes pequenos e misteriosos e
criaturas estranhas de outro mundo. Durante o dia, pinta-os. Vive de visões repentinas, fantásticas e reais e transforma-as em quadros oníricos e surreais. Nestes últimos anos, a Ásia tem sido a sua musa principal porque para lá parte sempre que pode à procura de novas experiências, ideias e modelos. Sim, porque é na sua segunda maior paixão, viajar, que Imbern encontra inspiração para pintar.

É apaixonado, sensível e tem sentido de humor. Quer ser pintor para sempre mas se chegar aos 80 anos e não for um dos grandes, reforma-se. Nunca procurou padrões voluntariamente e não gosta de rótulos, no entanto define o seu trabalho como surrealismo pop ou lowbrow, uma mistura de surrealismo com pop art, com toques de fauvismo e expressionismo.

Em criança, passava as aulas cabisbaixo a desenhar, convivendo com as personagens das folhas do caderno. Desde então, Ricardo Imbern conta que o seu traço não parou de evoluir e que tal seguirá a acontecer no futuro. Afinal, a pintura é uma questão de experiência.

Imbern é um apelido pouco comum em Espanha. Disseram-lhe que provém da Flandres, de uma unidade militar do Império Espanhol que lutou lá entre os séculos XVI e XVIII. Curiosamente, o artista acaba de regressar a Madrid, sua terra natal, após um longo período de emigração em Bruxelas.

As origens latinas falaram mais alto assim como a vaga de trabalho que lhe é exigida: a exposição que agora apresentou, a que irá apresentar no mesmo espaço em Dezembro e, também, a novela gráfica que está a desenvolver e que, segundo o autor, está a influenciar profundamente o seu trabalho.

O artista madrileno sente-se incrivelmente lisonjeado pelos convites da loja-galeria Speed&Bacon (um nome altamente sugestivo para cadeias de fast-food) com a qual pôde, durante a inauguração do espaço, mostrar o seu trabalho a um público mais vasto devido à transmissão do evento em prestigiados canais televisivos espanhóis (Antena 3 e TeleMadrid). Este facto constituiu uma boa projecção para a sua arte e pessoa enquanto artista, e provavelmente significará a abertura de novos caminhos. É um facto, não há nada como regressar a casa e ser bem recebido.



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