Análise ao disco Rabo de Cavalo

RIDING PÂNICO | “RABO DE CAVALO”

O ano de 2004 foi um alvoroço. O país atravessou uma tempestade de emoções com o caducar do governo de Durão que abalara para Bruxelas e com a fatídica tarde de domingo que fez dos gregos senhores da Europa e do Ronaldo o senhor das lágrimas. Tudo isto deixou-nos sem palavras. Apenas o ruído, apenas o sentimento e a emoção. O novo disco dos Riding Pânico também não tem voz, mas tem som.

“Rabo de Cavalo” é o novo trabalho dos Riding Pânico e chega em Março às lojas, depois de “Homem Elefante” e “Lady Cobra”, este supergroup português, uma vez que da sua formação fazem parte elementos de outras bandas (PAUS, Quelle Dead Gazelle, Cruzes Credo e Marvel Lima), fazem questão de tocar por tocar e nada mais.

As oito faixas do álbum são como o jazz, fora de contexto e de tempo, mas soam incrivelmente bem. A guitarra está, sabe-se lá, a fazer o quê. Não é só ambiente, mas dizer que só está a tocar é pouco redutor. A bateria tenta dar algum rumo às coisas, mas o GPS manda-a para direcções opostas. Pulso. É tudo o que se sente fechando ou abrindo os olhos. É bom, é rocky, catchy e groovy, mas acima de tudo, é mais uma prova de que se produz bom rock underground em Portugal.

O mais recente trabalho dos Riding Panico está aí e é para ser ouvido. Tem oito faixas e um nome que diz tudo, isto vai ser uma aventura. Para os mais corajosos fica o desafio de irem até ao Musicbox no dia 16 de Março assistir à apresentação do Rabo de Cavalo, mas se não der para ir, metem a tocar e deixem-se levar.



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