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Rike Feurstein

"Um chapéu nunca deve ser uma mera decoração, mas algo integrante e essencial para quem o usa" - Rike Feurstein, 39 anos, alemã, ex-advogada, designer de chapéus.

Descendente de uma família de fabricantes de têxteis, Rike Feurstein cresceu fascinada pelos tecidos coloridos e pelo artesanato tradicional que a cercava. Ao descobrir o seu talento, Rike abandonou o seu cargo no escritório de advocacia e dedicou-se exclusivamente à arte quase extinta da criação de chapéus, aprendendo nas melhores casas de alta-costura de chapelaria: Rose Cory em Londres e Suzanne Couture Millinery em Nova York.

Depois de ter trabalhado com os melhores chapeleiros, Rike Feurstein abriu seu o próprio estúdio e showroom em Berlim, em 2006. O design dos seus chapéus, bonés e lenços é sempre muito minimalista e clean, muitas vezes com uma qualidade de nível escultural. Trabalhando com os melhores materiais naturais – pele de feltro, palha, tecidos feitos à mão, de seda italiana, couro e cashmere, Feurstein combina uma qualidade excepcional com o design puro, sensual e moderno. É obcecada pela inovação técnica que a levou a criar um ponto específico, que actualmente já se encontra patenteado, e que é a sua assinatura.

Em 2007, quase um ano depois de a designer alemã ter aberto o seu estúdio em Berlim, o inesperado aconteceu. Rike estava a passear por Manhattan, usando um dos seus modelos de chapéu e entrou na Barney’s New York. O chapéu chamou a atenção de um gerente da loja que estusiasticamente abordou Rike, pedindo-lhe o seu portfolio, 48 horas depois a primeira encomenda estava feita! Desde então os artigos de Feurstein são vendidos na Barney’s.

Para além da Barney’s, as peças de Rike Feurstein também são vendidas em boutiques exclusivas em todo o mundo. Os seus chapéus são regularmente apresentados na Vogue UK, Vogue EUA, Elle e InStyle, e são parte integrante do outfit de celebridades de Hollywood a Paris.

Em Novembro de 2008, Janet Jackson foi fotografada usando o modelo Heather na festa de inauguração do The Palm Atlantis Hotel, no Dubai. Na edição da revista Vogue, do mesmo mês, Reese Witherspoon apareceu usando o eterno modelo Lou, em preto. Também Rihanna, cantora e trendsetter usa chapéus de Rike.

Uma das mais recentes criações de Rike, o modelo Solange, é um chapéu em forma de turbante num material que se assemelha ao vime. Este modelo está a ser cobiçado pelos donos da Opening Ceremony, uma loja avant-garde localizada em Manhattan e, mais recentemente, também em Los Angeles e Tokyo. Segundo um dos proprietários, Carol Lim, eles sentiram-se imediatamente atraídos pelo chapéu, que é exactamente o que eles procuram para a sua loja, uma mistura de formas clássicas e uso inesperado do material. Assim, compraram o modelo “Solange” em três cores (branco, preto e natural) e vários tocados com viseira – Lilith, no mesmo material. E afirmam “garantimos que vão ver chapéus da Rike Fuerstein em algumas das celebridades com mais estilo”. E assim foi!

Rike Feurstein desenhou os chapéus para o desfile apresentado em Agosto de 2010, na Copenhagen Fashion Week, de uma mais badaladas marcas da Finlândia, a IVANAhelsinki. Para uma colecção inspirada em marinheiros e no seu estilo de vida, Rike desenhou chapéus inspirados nas noites de sonho passadas na costa sul, nas memórias fugazes de glamour à beira-mar e na musa Brigitte Bardot e jet set que a rodeava nos anos 60.

No mundo da chapelaria diz-se que existem dois tipos de pessoas: as que usam chapéus e as que não os usam! Usar um chapéu demonstra confiança, coragem e um estilo único e pessoal.

A escolha do chapéu também diz muito sobre a pessoa que o está a usar, desde o design do chapéu em si, como se o usa por uma questão pratica ou de estilo.

Rike Feurstein é uma hat-aholic que tem feito muito por esta indústria que está um pouco em decadência. A designer rebusca essencialmente formas icónicas dos anos 40 e 60, dando-lhes um toque próprio, estruturando-as e tornando-as minimalistas. Ela planeia a criação de um novo chapéu como um escultor, em primeiro lugar construindo uma forma em barro ou gesso, que é depois copiada em madeira. A forma de madeira é então usada como um molde para criar o chapéu de feltro ou de palha.

A sua perspectiva única, minimalista e escultórica renova as formas clássicas, principalmente através da introdução de cores irreverentes e de novos tecidos. Felizmente o seu talento não passou despercebido.



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