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Royal Blood @ Campo Pequeno (28-10-2017)

Mosh e Rock à bruta

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Pouco mais de três meses passaram desde o monstruoso concerto dos Royal Blood no Optimus ALIVE! 2017. Já na altura elogiámos o duo e descreviamo-los como “uns Japndroids em versão inglesa e com um rock mais musculado, muito por culpa da bateria incansável de Ben Thatcher e da assombrosa guitarra baixo de Mike Kerr”, ao mesmo tempo que antecipávamos o concerto de Novembro.

Para um Campo Pequeno quase cheio traziam consigo dois back vocals para ajudar a “encher” o palco. Na verdade não precisavam deles, mas tiveram bons momentos e compuseram o concerto. E não precisavam deles porque este duo consegue transmitir uma força em palco que por vezes nos engana em relação ao número de membros presentes.

Com apenas dois álbuns lançados, Mike e Ben tentaram fazer o melhor alinhamento possível dentro do repertório existente. Arrancaram com “How Did We Get So Dark?”, presente no homónimo disco e puseram todos em sentido. Neste início ainda atiraram com malhas como “Lights Out”, “Come on Over” e “I Only Lie When I Love You”. Com alguns encaixes menos conseguidos, o concerto continuou eléctrico e com o público animadíssimo. Em boa verdade, há muito que não nos lembrávamos de um mosh tão grande e enérgico no Campo Pequeno. OK, por vezes exagerado e fora de tempo, mas ainda assim deu gosto ver.

Rapidamente chegámos ao momento pré-encore – o concerto durou pouco mais de 1h15 – e as musculadas “Ten Tonne Skeleton” e “Out of the Black”. Terminou com juras de amor e regresso em breve.

Enquanto saíamos do recinto comentávamos como o concerto tinha sido bom, mas tinha ainda assim ficado abaixo daquele do NOS ALIVE! 2017 e que o som podia estar mais bruto e com os agudos mais pronunciados. Talvez estejamos apenas a ficar velhos, surdos e picuinhas.

 

Fotografia por Margarida Ribeiro.



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