Sagas

Hip-Hop nacional em revisão na RDB

“Rostu Limpu” vem carregadinho de África até ao osso e vem também carregadinho de Portugal! Confuso? Nada, se pensarmos que Sagas é um Luso-Africano (sem conotações negativas) e que viveu todos os clichés da comunidade negra em Portugal (novamente sem conotações negativas). O legado musical africano começa a misturar-se com a nossa música urbana (“nossa” porque feita em solo lusitano, porque a música urbana já nada deve a pátrias) de forma convincente. É uma nova geração, à qual pertence Sagas, que cria este movimento, mas isso deixo para a leitura do excelente artigo no “Y” de 25 de Novembro.

No entanto, Sagas olha demasiado para o seu umbigo. Mas não faz mal, nós perdoamo-lo. O disco é vazio de genialidade, é imperfeito, porque a genialidade é cínica e Sagas vem “de peito aberto em sinal de valentia”.

Os convidados são poucos mas fazem o que normalmente muitos (com duplo sentido) não fazem, acrescentam valor. Principalmente T-One, que torna uma delícia ouvir a sua guitarra cheia de groove a fazer “estragos” (já o tinha feito no brilhante álbum de Rocky Marsiano).

Em suma: “Rostu Limpu” não é um álbum brilhante, mas tem momentos que o são (não há memória de um álbum de hip-hop que comece («Intro») e acabe («Tudo o que eu queria») tão bem.



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