Scissor Sisters

O nome foi retirado do Kamasutra lésbico e os elementos parecem animadores de cabaret. São de Nova Iorque e vão invadir o Lux no dia 27 de Maio.

Conheceram-se em cabarets e bares de travestis, possivelmente como colegas de profissão numa qualquer actuação menos própria para os mais puritanos.

Juntaram o seu gosto pela música e pelo mundo do espectáculo com todo o “lixo” pop que tem estado nos últimos anos a acumular em quantidades industriais à espera de reciclagem e pretendem provar ao mundo que não existe música má. Têm nome de posição sexual de lésbicas (imaginem dois pares de tesouras cruzadas … percebem?), enchem-se de adereços e as suas preferências sexuais são bastante dúbias. Compostos por 4 homens(??) e uma senhora, os Scissor Sisters são uma das mais badaladas bandas deste início de ano.

Babydaddy, Ana Matronic, Jake Shears, Del Marquis e Patty Boom são os responsáveis por mais este “hype”, em grande parte por causa da excelente versão de “Comfortably Numb” dos Pink Floyd. Mesmo não conhecendo mais nenhum tema da banda, através de “Comfortably Numb” é fácil perceber que as suas referências encontram-se na pop dos anos 70, que vão desde os falsetes dos Bee Gees ao som de “Relax” dos Frankie Goes to Hollywood. Uma mistura que funciona na perfeição num dos temas obrigatórios em qualquer set list de um DJ que se preze.

Qualquer pessoa que, depois de ouvir “Confortably Numb”, pegue no disco de estreia dos Scissor Sisters na expectativa que este siga a mesma “fórmula”, fica tremendamente surpreendida. Embora os falsetes continuem a mostrar toda a sua garra, as influências começam a alastrar por campos que dificilmente podíamos imaginar.

Se em alguns dos temas podemos encontrar solos de guitarra e uma postura muito rock n’ roll à imagem dos Darkness (“Take Your Mama Out”), noutras faixas podemos encontrar o lado mais melódico, em baladas que deixariam Elton John orgulhoso (“Mary” e “Return to Oz”). No meio disto tudo ainda há lugar para temas que até podiam figurar num álbum de Peaches (“Tits on the Radio”), com nítidas influências electro. Em suma, um álbum que funciona como uma salada mista e que não é para ser ouvido do principio ao fim, mas sim em pequenas doses consoante o estado de espírito.

Aconselhamos uma boa programação das faixas e até podemos dar uma sugestão: Para um dia alegre e que se sinta bem disposto, o sol brilha e os passarinhos fazem piu-piu, aconselhamos a seguinte programação – 2,3,6,7,8; Se está um pouco em baixo, o céu está nublado ou a ressaca apoderou-se do seu corpo, aqui fica a nossa sugestão – 1,4,5,9,10,11. Seja qual for a sua escolha, a qualidade irá estar sempre presente e seguramente que os seus mais inconscientes sentimentos revivalistas irão ser despertos.

Se em disco podemos encontrar duas facetas distintas dos Scissor Sisters, ao vivo existe uma união perfeita e quem ganha com isso é o público e a festa. Os concertos da banda são uma autêntica celebração da música, onde até as próprias baladas que no álbum têm um carácter mais melancólico, transformam-se em temas que puxam à dança.

Depois de terem passado pelos maiores “clubes” de todo o mundo, chega agora a vez do Lux receber, no dia 27 de Maio, a banda sensação de 2004 no pique da sua popularidade. Obviamente que será mais uma grande noite onde a dança será o prato forte a ser servida em doses industriais de “glamour” e  irreverência.

Não deixem escapar esta oportunidade e divirtam-se …



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