Scope 100

SCOPE 100|Segunda Edição

Agora escolha!

Arrancou a dia 1 de Março a iniciativa SCOPE 100, pelo segundo ano consecutivo e com o apoio do Programa Europa Criativa da União Europeia e com o objectivo de promover o novo cinema europeu independente. Durante o mês de Março, 100 participantes cinéfilos previamente seleccionados (as inscrições terminaram no passado dia 28 de Fevereiro) com base no seu perfil cinematográfico (determinado a partir de um breve questionário), terão oportunidade de visionar, avaliar e discutir os filmes entre si em comunidade e depois votar.

O espectador tem assim a oportunidade de ter algo a dizer sobre os filmes a distribuir e ser vistos, dado que são 5 os filmes que fazem parte da lista disponível para o nosso país e apenas 1 escolhido posteriormente para estreia comercial nas salas de cinema portuguesas. Todas as películas tiveram percurso assinalável nos principais festivais de cinema do mundo.

A SCOPE 100 tem lugar um pouco por toda a Europa e em Portugal é promovida pelo Cinema Bold e a Alambique em parceria, sendo que ao primeiro caberá a distribuição do filme escolhido nas salas de cinema.

Os 5 filmes disponíveis na plataforma online criada e disponibilizada para o efeito são, sem nenhuma ordem especial:

“Summer 1993” (“Estiu 1993”), de Carla Simón, filme autobiográfico da realizadora que conta a história de Frida, que vai morar com os tios no interior da Catalunha após a morte da mãe e mostra como decorre a sua adaptação a uma nova vida. Estreou na Berlinale, na Secção Generation, e foi a escolha de Espanha para Melhor Filme Estrangeiro na 90ª Edição dos Óscares embora não tendo sido seleccionado.

“12 Jours”, filme documental de Raymong Depardon que retrata o processo de avaliação obrigatória, após lei de Setembro de 2013, a que todas as pessoas internadas em hospitais psiquiátricos sem o seu consentimento devem ser sujeitas e presentes a juiz no prazo máximo de 12 dias. O filme mostra o frente a frente do juiz com o paciente, assistido pelo seu advogado, para se avaliar se pode ser reintegrado na sociedade. Ganhou prémio de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Chicago e este presente na Selecção Oficial em Cannes.

“I Am Not a Witch”, filme de estreia da realizadora zambesiense baseada no País de Gales Rungano Nyoni, estreou em Cannes em 2017 e ganhou o BAFTA para Melhor Estreia de Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico. Passado na Zâmbia, conta a história de uma menina de 8 anos que é enviada para um campo de bruxas após um incidente passado na sua aldeia.

“The Other Side of Everything” (“Druga Strana Svega”) é um documentário de Mila Tuajlic centrado numa porta fechado no apartamento da sua mãe em Belgrado e que separou uma família do seu passado durante 70 anos. É a crónica de uma família na Sérvia que se transforma no retrato de uma activista em tempos turbulentos e em que a realizadora foi também argumentista e co-produtora. Co-produção entre a França e o Qatar, ganhou a competição de longas-metragens no festival holandês IDFA, considerado o maior festival no âmbito da não-ficção.

“Bloody Milk” (“Petit Paysan”), de Hubert Charuel, foi apresentado em Cannes durante a Semana Internacional da Crítica e conta a história de um criador de vacas de leite cuja vida gira em torno da quinta – quando um dos animais adoece, fará tudo para salvar o rebanho.



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