“Segredos Submersos” | Hanna Richell

“Segredos Submersos” | Hannah Richell

Saga familiar habitada por mulheres perturbadas

Dizer que há famílias que vivem sem segredos é como pensar que há peixes a viver fora de água sem uma garrafa de oxigénio. Em “Segredos Submersos”, Hannah Richell tece uma narrativa no feminino que revisita um segredo de família com uma década de maturação.

A história da desintegração da família dos Tides é-nos contada a três vozes – ou estados de consciência -, entre avanços e recuos temporais, que permitem ir encaixando as peças de um puzzle que, no final, revela um desenho abstracto onde o tema é a culpa.

Dora, a filha mais nova, vive com Dan, o namorado escultor, num armazém que já conheceu tempos melhores. A vida vai-se arrastando entre a calma e o desmazelo, até Dora descobrir que está grávida. Sabe, então, que não há outro caminho a não ser ajustar contas com o passado. Regressa assim a Clifftops, uma casa que tem permanecido na família há gerações, para visitar Helen, a mãe de quem se afastou há muito tempo. Porém, para alcançar a redenção, terá também de retomar o contacto com Cassie, a irmã mais velha que, após o dia fatídico que mudou a vida de todos, deixou a casa de família para nunca mais voltar.

Saga familiar habitada por mulheres perturbadas, com uma narrativa ligeira mas sem nunca abraçar o cor-de-rosa, “Segredos Submersos” aborda muito daquilo que está implantado no ADN familiar: amor, infidelidade, traição, tragédia, culpa e arrependimento. E, também, a necessidade de procurar a redenção.



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