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Silicon Valley Comes to Lisbon – Reportagem

Uma grande experiência de networking

A segunda edição do Silicon Valley Comes to Lisbon trouxe à Culturgest, no dia 15 e 16 de Novembro, dezenas de empreendedores, investidores e mentores num evento internacional sobre empreendedorismo.

No primeiro dia do evento, as startups convidadas tiveram acesso a sessões de mentoring e a workshops onde puderam, de forma mais exclusiva, esclarecer dúvidas acerca do melhor rumo empresarial a seguir, por exemplo ao nível das RP.

O segundo dia, preenchido com talks, estava aberto a todos os empreendedores. Mas o grande objectivo deste dia pareceu ser o networking, permitido pelos alargados coffee breaks. De iPads e smartphones na mão, os empreendedores iam trocando contactos que mais tarde podem vir a ser úteis.

Das talks, as principais ideias a retirar são: devemos falhar depressa, para irmos aperfeiçoando o nosso negócio; que uma ideia se nunca for partilhada não vai passar disso mesmo; e que o consumidor tem a palavra final num negócio, é muito importante receber e ouvir feedback.

Eric Von Hippel (MIT Sloan School) trouxe ao debate a questão dos user innovators, ou seja, que a maior parte dos empreendedores são utilizadores que se viram deparados com uma necessidade pessoal e tiveram coragem de inventar uma solução.

No debate “How to set a Global Startup Ecosystem”, discutiu-se o que era intrínseco a Silicon Valley – as pessoas certas, os parceiros certos e os clientes certos, os early adopters. Falou-se também das dificuldades burocráticas de criar um negócio em vários países, nomeadamente em França. Concluiu-se que os Governos devem perceber melhor o que é o Startup World, abrir portas para as high grow startups mas não interferir no ecossistema. Conselho: Não sejam um “QRENpreneur”.

Outro painel foi “Como atrair e reter o talento?”. No caso das startups o melhor é contratar através da network. E quem contratar? David Bizer contrataria uma pessoa com que gostasse de ficar acordado a falar uma noite inteira. O problema é que se existe um mau co-fundador na equipa, esse vai logicamente contratar maus co-workers. O truque é: Contratar devagar, despedir depressa. Portanto, à melhor oportunidade essa pessoa deve sair da empresa. Se, pelo contrário, alguém muito bom quiser sair da empresa, é isso que deve acontecer, pois o pior que pode acontecer é ter alguém numa equipa desmotivado.

No painel “Coping with high speed Startups” a questão era como chegar ao ponto de ser uma high speed startup e não propriamente como lidar com isso. Mas ao lidar-se com isso o maior problema que se pode enfrentar é o serviço ir abaixo, visto que se está a perder clientes de minuto a minuto. Por vezes também acontece não se conseguir dar resposta a todas as questões que são colocadas por clientes que pagam, por a equipa estar a crescer a um ritmo menor que o da startup.

Milos Yannopoulos (The Kernel) deixou as seguintes dicas para as startups que estão a tentar entrar em contacto com os media: Falar pessoalmente com eles, sempre que possível; Não enviar e-mails desenfreadamente, pois o mais provável é os jornalistas os leiam e simplesmente não estejam interessados; Nunca enganar o jornalista com e-mails a começar com RE, pois o jornalista vai-se aperceber e vai falar mal dessa startup a outros jornalistas; e arranjar uma boa história do ponto de vista jornalístico (ex: Chatroullete).

Angela Hirata, ex-Directora Executiva de Comércio Internacional das Havaianas, veio mostrar aos empreendedores, numa conversa honesta e genuína, o interessante caso da marca onde trabalhou.

Peter Weck (Keepsy), num discurso limpo, resumiu as lições essenciais para startups: Conhece os teus limites; Escolhe uma ideia que ames e a que o mercado seja favorável; Forma uma equipa multidisciplinar; Despede quem esteja apenas a fazer um bom trabalho e não excepcional; Foca-te em fazer apenas uma coisa bem; Lembra-te que as coisas demoram sempre o dobro do tempo e o dobro do dinheiro a atingir; Nunca deixes acabar o dinheiro, tenta constantemente arranjar fundos; Desenha um plano A, B e Z; Pratica o pitch sempre que puderes; Tenta ter sempre dados que guiem as tuas decisões e não sigas apenas intuições; Sê persistente; e Desfruta a experiência!

O evento, trazido a Portugal pela Beta-i, ainda ofereceu prémios às startups que foram mais faladas durante o evento. As startups a participar foram a MyGon, LabTagz, Sereiaschaves, Ask Pepito, Taggeo e Software With Emotion, e as que ganharam prémios foram as quatro primeiras.



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