Sinais Reversos

Ou a verdadeira história de Carlos Seixas, músico amado, herege, guerreiro sem campo de batalha.

A vida e obra de Carlos Seixas (1704-1742), músico conimbricense, é o mote para a nova produção do Teatro Morcego – Laboratório Oficina que sobe ao palco de 21 a 25 de Fevereiro no Teatro do Inatel, em Coimbra.

Carlos Seixas nasceu em Coimbra no ano da graça de 1704. Volvidos 16 anos parte rumo à capital e à corte de D. João V. e, apesar da tenra idade, leva já na sua bagagem a experiência como organista na Sé de Coimbra.

A partir do texto original de José Abreu Fonseca, a encenação de Pedro Bastos leva ao palco a vida e obra deste músico barroco sendo a temática subjacente da peça a dualidade heresia/alma. De acordo com uma nota da produção tentou-se construir um espectáculo feito de rituais sagrados e profanos, que tem tanto de personagens reais – Carlos Seixas, Scamlati, João Seixas, António José da Silva, o Judeu, Maria Bárbara – como de imaginadas – o Peregrino, a Mourinha, o Saltador -, apresentando ‘acontecimentos históricos ou fantasiados e verosímeis’.

Temporalmente, a trama narrativa transporta-nos para o século XVIII português que se assumiu como eminentemente rico e cravado de contra-sensos, para o bem e para o mal. Seja devido ao contacto com mundos novos, à escravatura e miscigenações, às construções sumptuosas, aos hábitos luxuosos, aos avanços artísticos e científicos. Mas também graças aos retrocessos sociais, jurídicos e judiciosos e em especial as criminosas autuações e condenações da revigorada Santa Inquisição.

Foi um extraordinário filho da terra que viveu extraordinários tempos que se celebrou em 2004, aquando dos 300 anos do seu nascimento.Na altura, foi lançado o repto por um responsável pelo departamento de cultura da Câmara Municipal de Coimbra para a produção de uma peça de teatro.

O repto foi aceite pelo Teatro Morcego – Laboratório Oficina e o resultado do grande envolvimento de uma vasta equipa, que trabalhou o espectáculo desde o texto à música, é possível ser visto de 21 a 25 de Fevereiro, sempre às 21h45, no Teatro do Inatel, junto à Estação Nova de Coimbra.



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