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Skywalker

O baluarte dos cosmonautas urbanos.

Skywalker. A palavra faz pensar imediatamente em ficção científica, viagens inter-galácticas e na saga épica levada aos cinemas por George Lucas. Com menos tecnologia de ponta, mas não menos impulso vanguardista, foi também o nome escolhido para a loja dos números 37 e 39 da Rua do Norte, ao Bairro Alto, que contém sugestões de design arrojado. Sportswear com cunho de exclusividade, capaz de marcar a diferença.

A localização, dado o target da sua oferta, dificilmente poderia ser mais adequada.

É raro o jovem morador da capital (alargando o conceito a uma fatia da população que pode ir até aos 35, 40 anos de idade) que não tenha eleito aquela zona como destino de romarias festivas, de copo na mão e conversas à soleira da porta pela madrugada dentro. E se o Bairro é o coração da movida lisboeta, a Skywalker beneficia do facto de se situar numa das suas artérias principais, quase contígua ao Largo de Camões. É caso para dizer: quem nunca usou algum destes locais como ponto de encontro, que atire a primeira pedra.

John Borrego, proprietário da loja, assume a intencionalidade desta conjuntura sui generis, afirmando que “a Rua do Norte é uma montra do Bairro Alto, o local onde quase toda a gente quer estar, e por isso mesmo uma boa situação”. E este não é um juízo ditado apenas pela intuição. Com experiência já firmada na área, precedida pelas lojas Hold Me (especializada em malas), Sugar Ray e LUV TEE.K.O. (esta última nas instalações da actual Skywalker), a loja com que nos deparamos está prestes a completar três anos de existência em Abril de 2010.

O espaço é estreito, mas também acolhedor e descontraído. As luzes são difusas, criando os espelhos uma sensação de amplitude e a madeira da mobília uma atmosfera cálida. A música está em consonância com o arrojo dos produtos. Desfilam, numa das paredes, uma dezena de modelos de calçado de cores e formatos invulgares. “Nos últimos anos o que se tem observado é que as pessoas procuram e tendem a comprar algo intermédio entre o ténis e o sapato, que serve tanto para sair à noite como para ir para o trabalho, sem se limitar à função desportiva”, diz-nos, com conhecimento de causa, o mentor do negócio.

Por essa razão, tem investido, com bons resultados, na importação de marcas britânicas e norte-americanas cuja orientação corresponde a este perfil, como a Analog ou a Gravis.

Nem só de indumentária se vive, no entanto, na Skywalker. Mesmo o transeunte mais distraído dificilmente conseguirá deixar de esboçar um sorriso ao deparar-se com as várias figuras de design em miniatura (algumas delas inspiradas em séries de animação tão famosas como a norte-americana Futurama), espalhadas pelas montras e prateleiras, que dão uma nota de bom humor ao ambiente. Esta é uma secção igualmente em crescimento, herdada dos tempos da LUV TEE.K.O., e que tem cada vez mais adeptos tanto entre simples curiosos como em coleccionistas assíduos.

Mas a intenção desta sinopse não é enfraquecer a experiência com spoilers. O manequim com o capacete Star Wars saúda-nos à entrada e convida-nos a construir o nosso próprio filme. Cabe-nos a nós decidir o fim. Se nele estiver incluído um novo par de sapatos, –  daqueles tão confortáveis que quase são capazes de nos fazer sentir que caminhamos no espaço, ludibriando a gravidade – porque não arriscar?

Para todos os potenciais exploradores as portas estão abertas do meio-dia às 21h no Inverno, e até às 22h no Verão.



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