So.ma @ Musicbox (13.11.2012)

So.ma @ Musicbox (13.11.2012)

Na já mítica sala no que toca à apresentação de novas bandas, o Musicbox ficou longe de ficar composto para ver e ouvir os So.ma apresentarem o seu EP intitulado "Fuga"

A banda composta por elementos dos já extintos Madcab apresenta talentos já incontornáveis do panorama musical Português. Não nos queremos no entanto estender em apresentações, essas já por cá foram feitas, queremos sim explicar como são ao vivo.

A primeira parte esteve a cargo de Lydia Sleep, uma banda de quatro jovens de Setúbal que apresenta um rock bastante elaborado e possante. Peca no entanto a voz do vocalista que pela intensidade perde dicção e consequentemente fica difícil perceber o que diz. Uma banda a acompanhar, pois apresentam bastante solidez na construção musical, apesar de admitirem a falta de ensaios. Sugerem que investiguemos o EP lançado no início de 2012 (disponível para download gratuito), e assim faremos. A banda de Diogo Sousa (bateria), Zé Quintino (guitarrista), Luís Lucena (guitarrista e vocalista) e Iuri Landolt (baixo) tocou 30 minutos e deu para aquecer e abrir apetite.

So.ma iniciam o seu concerto, e fazem juz à forma como se definem: rock de distorção e progressivo cantado em português. Realmente uma “fuga” ao que estamos habituados a ouvir nos seus outros registos.

Um dos sons mais fortes, «Mr. Miyagy», entra como segunda música da setlist e transforma-se em palco, como aliás todas as músicas. O EP fica mais forte ao vivo, mais livre. Com isto não se retira qualidade ao registo físico. Valoriza-se sim o formato ao vivo.

Um mega imprevisto de cordas partidas, com óculos a voar pelo meio, é contornado com uma guitarra emprestada dos Lydia Sleep e um prolongamento de uma parte da música para se encontarem os óculos em fuga! Uma banda que faz voar óculos e parte cordas prova que vive a música de forma bastante intensa.

Ouviram-se ainda músicas dos já extintos Madcab, recorrendo a guitarra emprestada, desafinada, mas marimbaram-se para a afinação, aqui pretende-se distorção… O público pode até não notar que está desafinada mas sabe que soa muito bem, independentemente do estado de afinação. O concerto terminou com um enorme «Colosso», sem encores mas com muita vontade de ouvir mais uma ou outra.

Veteranos deste rock, sabem o que fazem. As distorções não custam e não levam à exaustão, são a fuga pretendida de um dia comum. E o que pedir mais? Se o objectivo é agitar, gritar revolta, então está atingido. Queremos mais, muito mais, pois eles são merecedores de mérito maior.

Repetindo o que foi dito mas que merece ser sublinhado: o EP é muito bom mas é ao vivo que a música faz mais sentido pois ganha outra vida. Altamente recomendado. E podem vê-los já de novo na Baixa-Chiado PT Bluestation na próxima Sexta-feira, 16 de Novembro, pelas 21h00.



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