Star Fox Guard

Star Fox Guard | Análise

Não querendo estabelecer-se na série como o próximo Star Fox, proporciona com a sua simplicidade momentos de diversão aos fãs de Tower-Defense!

A complementar o lançamento de Star Fox Zero, no dia 22 de Abril os jogadores que possuem uma Wii U viram chegar mais uma adição à biblioteca da consola da Nintendo. Trata-se de um spin-off da icónica série que lhe empresta o nome. Tem como nome Star Fox Guard mas desenganem-se pois, apesar de se centrar no universo da série, traz uma forma bem diferente de jogar Star Fox. Isto porque Star Fox Guard assenta no género Tower-Defense com elementos de Shooter e Puzzles à mistura. Calma caro leitor que tudo se explica!

Ora bem. Em Star Fox Guard somos um especialista de segurança, contratado com o objectivo de proteger o lucrativo negócio de exploração mineira de Grippy Toad (tio de Slippy Toad). Acontece que as três bases de Grippy estão a ser alvo de incessantes ataques por parte de uns famigerados robôs. Grippy já não sabe o que há-de fazer mas, é para isso que cá estamos, para ajudar a repelir os invasores mecânicos teremos de recorrer à última invenção de Slippy Toad: a AegisCam que pode muito bem ser descrita como um sistema de vigilância.

Ao todo são 12 as câmaras de vigilância que teremos de observar na nossa televisão. Se avistarmos um robô, toca de, no GamePad, seleccionar a câmara que melhor se centra nele e disparar. Ainda não vos tinha dito que cada câmara traz consigo uma arma? Pois ficam agora a saber que trazem. Claro que isto falado é muito simples e nos primeiros níveis até é, de facto, assim tão simples. Só que, após alguma progressão no modo campanha, depressa nos apercebemos que Star Fox Guard “tem o seu quê com espiga”! Antes de iniciarem uma missão é-vos apresentado um pequeno briefing que indica o tipo de inimigos que vão defrontar (mas não todos), durante esse período, podem ajustar o posicionamento das vossas câmaras arrastando-as com o Stylus para um ponto na base que achem mais apropriado. Esta funcionalidade está também disponível durante as missões.

 

Apesar de não ser visualmente deslumbrante, fugindo um pouco ao que os exclusivos Nintendo nos têm habituado, acreditem que a saltar de câmara em câmara, na tentativa de controlar toda a acção que decorre no vosso ecrã, mal vão ter tempo para respirar e contemplar a paisagem. O que por um lado é pena, pois, verdade seja dita, alguns planos de fundo até são agradáveis. Os inimigos são vários e se algum deles chega ao centro da nossa base a derrota é imediata. Vamos conhecê-los gradualmente mas fiquem sabendo que se dividem em duas classes: Chaos e Combat. O primeiro grupo é o mais traiçoeiro e, como o próprio nome indica, tem como objectivo espalhar o caos na base que jurámos defender. Contem com robôs capazes de interromper, durante alguns instantes, a transmissão das câmaras com as quais entram em contacto, outros que quando abatidos largam bombas de fumo. Outros ainda, são até capazes de se agarrar a uma câmara e fazer com que recebamos transmissões falsas indicando que tudo está seguro quando na realidade o caso é bem diferente.

Já o os robôs que constituem o grupo Combat são claramente mais ofensivos. E preparem-se pois esta malta não se vai poupar a esforços para tentar alcançar o centro da vossa base. Alguns são mais fáceis de alvejar e só constituem um problema quando surgem em maior número mas outros complicam mais as coisas ao montarem misseis que os levam directamente para o centro da base, ao passo que outros são mais sorrateiros e ao contrário dos outros robôs não são assinalados no mapa do GamePad.

Estes são apenas alguns exemplos dos robôs que terão de enfrentar. Ao todo são 26 e como já tinha mencionado vão-nos sendo apresentados gradualmente até que finalmente aparecem combinados. Se conseguirmos sobreviver às várias vagas inimigas, alcançamos a vitória e um amável robô aspira os vários destroços deixados pelos nossos adversários que posteriormente serão convertidos em materiais. A sua recolha permite-nos não só subir de nível como também melhorar as capacidades das nossas câmaras de vigilância. Algumas podem congelar vários inimigos de uma só vez para que tenhamos tempo de alternar para outra câmara para os destruir, outras podem assumir o papel de Sniper, enfim… O leque de upgrades é bastante interessante e nunca é demais recomendar que o explorem para que o vosso rumo à vitória tenha o menor número de percalços possível em Star Fox Guard.

 

O que vai ser difícil, pois depressa o caos se instala e alternar o olhar entre a televisão e o GamePad pode resultar em algumas frustrações. Como disse os nossos inimigos não se vão poupar a esforços para nos derrubar e isso traduz-se muitas vezes numa postura implacável por parte do computador. Contrariamente ao que sucede com Star Fox Zero, Guard não traz um modo multi-jogador. Só que isso não impede que reúnam amigos na vossa sala-de-estar que vos ajudem a detectar mais depressa os vários inimigos que vão surgindo. No meu caso, o meu sobrinho juntou-se a mim e, apesar das inevitáveis frustrações, a experiência acabou por ser mais gratificante assim do que a solo.

Os desafios são imensos e o aspecto algo infantil do jogo engana bastante. Cada base traz consigo três fases, cada uma com um leque de missões principais e secundárias para completarmos. Estas últimas terão de ser desbloqueadas à medida que vamos jogando e oferecem confrontos onde a dificuldade acresce. Enquanto que algumas trazem personagens que temos de proteger para o cenário, outras limitam as munições das nossas câmaras e por aí fora.

Caso se encontrem em momentos de maior aperto não posso deixar de recordar que podem passar as figuras amiibo de Fox e Falco para que o esquadrão Star Fox entre em cena com um poderosos ataque aéreo. Cada figura pode ser utilizada uma vez por dia o que se traduz em dois ataques aéreos por dia. Não me posso despedir sem mencionar o modo que de certa forma mais longevidade irá garantir a Star Fox Guard. Fora do modo campanha, saibam que podem desfrutar de uma componente online. Aqui terão de escolher entre os robôs que até então desbloquearam e com eles conceber os vossos padrões de ataque a uma das bases do jogo. Depois só têm de partilhá-los na Internet lançando assim o desafio para que outros jogadores os superem e vice-versa.

Ao contrário de Star Fox Zero este é um título que não tem como objectivo estabelecer-se na série como o “próximo Star Fox”. Muito longe disso, trata-se de um jogo que na sua simplicidade, tem como objectivo proporcionar momentos de diversão aos fãs do género Tower Defense. Nesse prisma consegue. Apesar de não ser visualmente impressionante, a acção deixa o jogador preso ao ecrã na tentativa de não deixar a sua base ir pelos ares. Com a progressão a dificuldade acresce e o facto de se tornar demasiado implacável leva a inevitáveis frustrações que só mesmo os fãs do género irão conseguir contornar. Se esse for o vosso caso, então têm aqui boas horas de diversão. Caso contrário talvez a aquisição deste título não deva ser feita de ânimo leve.



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