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Star Slinger

O cowboy sonoro.

Star Slinger apresentou-se pela segunda vez em Portugal, na última noite do Milhões de Festa. Falámos com ele depois de uma hora de dança suada no meio de beats que se intercalavam de forma caótica.

O rapaz dos bilhetes, como a Pitchfork o apresenta, já não trabalha mais num teatro a verificar bilhetes. Agora “só tenho feito música e estou a ser pago por isso, portanto estou mesmo feliz e não trabalho mais num teatro, o que não era o pior emprego do mundo obviamente”.

Star Slinger veio do house e da música de dança, mas “fartei-me e só queria fazer um som um bocadinho menos duro, menos clubby e talvez até tenha voltado ao clubby mas sem o bombo a 4/4“ diz enquanto vai exemplificando o beat. “Fartei-me disso rapidamente”. Mas não o rotulem como o homem dos samples porque também não é só isso, diz-nos. “Nas novas músicas e nas remisturas eu não samplo muito. A primeira música que eu toquei hoje não tem samples e essa é a direcção que eu estou a tomar. Eu não quero samplar muito porque já sou conhecido por samplar agora, e eu não quero ganhar má reputação por isso.” ri-se.

Apesar da reputação, o nome, esse, arranjou-o entre os seus samples. “Eu samplei uma música chamada «Cowboy Dancer», e de cada vez que eu faço uma música com um sample faço associações de palavras com o título original ou com a letra da canção. A canção «Morning» contém na letra Morning por isso sim, eu tento fazer associações de palavras com o que me vem à cabeça, e Cowboy Dancer fez-me pensar em gunslinger (pistoleiro como o Lucky Luke) porque os cowboys são gunslingers e a partir daí eu decidi Star Slinger na minha cabeça, foi um feliz acidente, na verdade.”

E o próximo álbum, aquele que vai substituir o “volume 1” (álbum de estreia de Star Slinger) que “era mais uma mixtape” não é ainda o “volume 2”. Esse, sai “provavelmente para o próximo ano com samples e cenas”. O próximo “vai ser totalmente diferente do “volume 1”, terá muitas colaborações”. Deve sair muito provavelmente por Outubro e “terá um nome diferente de “volume 2”, ainda não decidi, era para ser chamado “Jetpack Jam”, mas provavelmente vamos mudá-lo”.

Queremos saber se tem algumas remisturas de sonho e Star Slinger confessa-nos, “eu já tive pessoas como os Broken Social Scene a pedirem-me coisas, mas o novo álbum deve ter colaborações com os Flaming Lips, o que vai ser um sonho tornado realidade para mim, porque é uma das minhas bandas preferidas, mas Kanye West ou algo do género seria incrível. É um sonho produzir para outros artistas, tipo, grandes artistas”.

Quanto à música, Star Slinger recomenda as noites Hoya Hoya na Roadhouse em Manchester. “Hoya Hoya é tipo beat music e cenas.” Mas aquilo que este British de gema gostava mesmo, era de ir ao baile funk no Rio de Janeiro. “Eu quero mesmo ir ao baile funk, ver um baile funk no Brasil deve ser incrível!” mas avisamo-lo que talvez aquilo seja um bocado hardcore. “Eu sei sim, é um bocado hardcore, nas favelas e assim, mas eu vou ficar cá atrás só a curtir”.

Ansiamos para que cumpra o seu desejo e tentamos adivinhar os beats que trará desta “música ridiculamente festiva”.

Fotografia por Joana Pestana



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