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Star Trek II: A Fúria de Khan (1982)

Não sou um trekkie. Mas esperem! Não deixem de ler este texto até ao fim. Sei que não é um pedido fácil, sobretudo, para os fãs incondicionais da saga. Leonard Nimroy deu o nome ‘I am not Spock’ à sua auto-biografia e uma legião de fãs insurgiu-se contra essa aparente depreciação[1]. Repito: não sou um trekkie. Sou um fã de cinema e, como tal, gosto de ficção cientifica e sei apreciar esse género. Posso também dizer que, tendo nascido nos anos 80, assisti à série “Star Trek”. Não sou da era de Kirk e Spock, mas segui as aventuras do capitão Picard e a sua tripulação. Lembro-me de brincar, quando era criança, ao faz-de-conta e de escolher o ‘senhor de cor com óculos dourados fixes’. Eu e o meu irmão não precisávamos de bicicletas, ou de skates, éramos os dois membros da frota estelar e tínhamos o teletransporte à nossa disposição.

Mais pertinente do que continuar a discutir o mérito de criticar um filme “Star Trek” é tentar responder à seguinte questão: será que faz sentido ver um filme “Star Trek” antigo nos dias de hoje?

Star Trek II: the wrath of Khan” (título original) é um bom filme de ficção científica. É um ponto assente. Não dá grandes filosofias (talvez só uma, sobre o projecto Genésis), nem tem efeitos especiais que nos distraiam do enredo (é provável, no entanto, que se gerem algumas risadas por causa dos computadores do futuro). Sabemos o quão difícil é acreditar em algo que desconhecemos, mas o criador de “Star Trek”, Gene Roddenberry, e o realizador Nicholas Meyer, conseguiram dar vida e plausibilidade ao universo “Star Trek” com este filme.

Acho que uma das razões principais porque “The Wrath of Khan” é bastante apelativo é a sua história intemporal: o vilão quer-se vingar do herói. Queiramos ou não admitir que às vezes o herói não tem piada nenhuma, a verdade é que todo o grande herói só o é por causa de um grande vilão. E é o que acontece em “The Wrath of Khan”. Khan é maléfico e cruel e Kirk revela-se em igual medida esperto e corajoso. Infelizmente, o desfecho da história é um tanto agri-doce. Não vou revelar aqui o que acontece, mas uma das personagens mais queridas da saga despede-se de todos nós….. ou será que não?!

Como última nota, mas mais a título de curiosidade, o compositor da banda sonora é o mesmo senhor que nos deu música em filmes como Aliens, Braveheart ou Titanic. James Horner faleceu o ano passado, mas tenho a certeza que a sua obra perdurará para sempre.

A resposta à pergunta que fiz está dada. Espero é que tenha sido suficientemente esclarecedor e lógico. Como Spock teria sido.

 

[1] Podem ficar descansados, não vou escrever outro artigo a desculpar-me por não ser trekkie e não dominar a arte de juntar os dedos para o ‘live long and prosper’.



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