OLYMPUS DIGITAL CAMERA

STARTUP PIRATES 2012 @ LISBOA – Prep

Querer atingir o sucesso

Atingir o sucesso é o objectivo dos participantes da segunda edição do Startup Pirates Lisboa, evento que decorreu entre 1 e 8 de Setembro em vários locais desta cidade.

O Startup Pirates é uma maratona de empreendedorismo que nasceu no Porto. Foi tão bem recebido que é hoje um evento organizado um pouco por todo o mundo. Esta segunda edição em Lisboa foi organizada por um grupo de amigos – Ana Cláudia Silva, Davis Gouveia, Hugo Tavares, João Remondes, Jorge Fonseca, Lina Figueira, Miguel Ferreira, Rui Gil – que permitiram que a semana fosse, para os participantes, uma life-changing experience.

Este evento destina-se a empreendedores que desejem consolidar as suas ideias de negócio e a fazê-las acontecer – os Piratas. É um acontecimento que permite o encontro de pessoas que desejem seguir um percurso profissional mais independente e que se podem ajudar mutuamente: pessoas à procura de um projecto encontram pessoas com ideias de negócio mas com falta de recursos humanos. Os dois primeiros dias do evento serviram para os participantes se conhecerem melhor, se inspirarem e ficarem motivados para toda a semana de workshops, mentoring, talks e sessões de trabalho.

Piratas e crew começaram por se apresentar e falar sobre um objecto especial para eles. Isto, e o workshop de team building, ajudaram à criação de laços entre participantes e organizadores. Para sentirem que todos estavam a navegar no mesmo comprimento de onda, António Chanoca encorajou os piratas a definir o que é ser um verdadeiro pirata. Corajoso, aventureiro e ambicioso foram alguns dos adjectivos utilizados para definir o espírito pirata. António Chanoca foi o formador do workshop de team building “Terra Nova”, uma actividade experiencial onde existem parcelas de terra que têm de prosperar. Para isso acontecer, os piratas sofreram uma experiência de aprendizagem. Experienciaram as consequências de se assumir informação; de não se estabelecer parcerias; de não fazer perguntas e, por isso, não obter respostas; de não identificar um mercado saturado; e, principalmente, de trabalhar para o fácil – mínimo aceitável – e não para o sucesso. A “Terra Nova” apenas começou a prosperar quando os piratas entenderam bem as regras da actividade, pararam para pensar sobre o melhor a fazer a seguir e maximizaram as conexões. A corporação substituiu a competição. Na verdade, a actividade reflecte a sociedade, onde cada um persegue os seus interesses pessoais em vez de um interesse comum.

Depois de perceberem a importância de estabelecer contactos e conhecer pessoas, os Piratas seguiram para uma talk motivacional com André Luís, director da Odd School e gestor da Yellow Mammoth – agência de animação, VFX e motion graphics. O André contou o seu percurso profissional e realçou a importância dos recursos humanos afirmando que “uma pessoa pode destruir um projecto”. Uma qualidade muito importante num empreendedor é reconhecer quando se erra e ouvir sempre conselhos de mentores. Apesar de ter tido um percurso difícil, os Piratas acharam o discurso do André muito sincero e inspirador, pois ouviram o sucesso de uma pessoa imperfeita, que correu riscos e cometeu erros.

De modo a entrarem no espírito da criação de possíveis cenários e no encontro de soluções, os Piratas participaram no Workshop de Tendências, no espaço Cowork Lisboa. O mentor foi Hugo Garcia, analista de tendências e fundador da FuturesLab. O trabalho dos Piratas passava por, a partir de Megatrends, identificar Strong Trends: novos conceitos e oportunidades que pudessem ser transformados em negócios. Puderam, assim, pensar em “negócios do futuro”.

Como qualquer negócio necessita de um plano de comunicação, Carolina Enes, profissional da área, ensinou aos Piratas a importância do estabelecimento de relações com os media e como o fazer da melhor forma.

No final do segundo dia, Vasco Gaspar, happiness explorer, mostrou aos Piratas que apenas uma pessoa inspirada é que pode inspirar alguém. E que a teoria do “faz o que eu digo, não faças o que eu faço” não funciona, pois as pessoas são inspiradas por acções, estas é que significam algo. Depois de falar sobre o seu percurso de vida, concluiu que DONE IS BETTER THAN PERFECT – o ideal é diferente do real mas isso não deve impedir a concretização de uma ideia. Para além de tudo isto, os Piratas ouviram alguns truques que podem aumentar a nossa felicidade – a tendência para um estado de plenitude e serenidade.

Mais: Startup Pirates Lisboa – Work



Também poderás gostar


There are no comments

Add yours

Pin It on Pinterest

Share This