Steam World Heist

SteamWorld Heist | Análise

Plataformas por turnos

A sequela de SteamWorld Dig é bem diferente do seu antecessor, sem semelhanças na jogabilidade mas situando-se no mesmo universo. De um metroidvania, como era SteamWorld Dig, passamos para um jogo de estratégia por turnos em plataformas com SteamWorld Heist. A nova jogabilidade de estratégia pode não agradar a todos, é certo, mas traz consigo a sensação de novidade. Seja como for, Heist continua a parecer e a soar como um jogo SteamWorld e os fãs deste universo vão sentir-se em casa. A jogabilidade, apesar de nova, acerta em cheio e resulta de uma forma esplêndida neste formato a duas dimensões.

A sequela de SteamWorld Dig passa-se umas centenas de anos após o lançamento original, depois de um acontecimento cataclísmico que desfaz o planeta Terra em pedaços. Os nossos robôs piratas a vapor, liderados pela Captain Piper, são obrigados a viver à conta do negócio de venda de água e outros valores, enquanto tentam evitar outros bandidos e a Royal Space Force. De repente, algo acontece que intensifica os ataques de outros bandidos e cabe à Captain Piper e à sua equipa descobrir o que se passa.

A narrativa cheia de boa disposição já atrai o jogador mas o maior atractivo deste novo lançamento na saga SteamWord é mesmo a jogabilidade 2D por turnos a fazer lembrar alguns clássicos de culto como Jagged Alliance ou até mesmo XCOM. Em Maio do ano passado, a jogabilidade ao estilo XCOM já havia sido testada na 3DS com Code Name: S.T.E.A.M. mas em 3D e com críticas não muito positivas. Talvez por isso, a Image & Form tenha decidido arriscar na jogabilidade por turnos em 2D na portátil da Nintendo. Normalmente, o objectivo de cada um dos níveis é conseguir roubar  o máximo de espólio aos inimigos que encontramos. Uma tarefa simples a início, mas que, passado as primeiras horas de jogo, muda drasticamente de tom e a dificuldade agrava-se significativamente. Em cada turno, o jogador pode movimentar o seu robô a vapor, colocá-lo na posição defensiva ideal atrás de um obstáculo no mapa e disparar a sua arma. Se não quisermos disparar, o jogo permite-nos avançar mais uns passos. Com várias armas ao nosso dispor, que podemos comprar ou encontrar através dos níveis, é antes do início de cada nível que decidimos que armas levar em cada uma das personagens que compõem a nossa equipa. Ao mesmo tempo, podemos também definir que armaduras usar, chapéus ou até granadas.

Como já referimos a início, não fossem eles robôs a vapor, a moeda de troca deste jogo é precisamente a água. Ao completarmos cada nível, dependendo da nossa taxa de sucesso, recebemos mais ou menos recompensas em água. Sempre que o fazemos, os nossos robôs vão ainda subindo de nível e desbloqueando novas capacidades como se de um RPG clássico SteamWorld Heist se tratasse. Não é demais salientar que algumas dessas mesmas capacidades vão mostrar-se essenciais para ultrapassar as dificuldades que os níveis nos vão colocando aos longo dos vários mapas. Visualmente, as sprites de SteamWorld Heist são bem executadas na velhinha pixel art e a banda sonora possui alguns temas ao estilo western bastante peculiares.

Num universo repleto de personagens interessantes, mesmo apesar de serem todas robôs a vapor, SteamWorld Heist é um novo e bastante arrojado passo na saga. Um título para a 3DS muito bem conseguido e com várias horas de diversão com a sua jogabilidade táctica por turnos em plataformas 2D. Se gostas do género de Jagged Alliance e XCOM e sempre quiseste um jogo semelhante na tua portátil da Nintendo, então este é o jogo que procuravas!



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