Steve Bug @ Lux

House music is not dead but simply reformulated.

 Já tinhamos citado as palavras de Bug: “mesmo que tenha que tentar a noite toda, mesmo que não exista qualquer hipótese de o realizar, eu fá-lo-ei” e… the gig has been done. Goste-se de house, techno ou mininal, não interessa para este peso-pesado da música electrónica. Levam com tudo, dancem o vosso estilo, relaxem com o que não vos agradar porque o vosso som vai voltar. Foi justamente isto que se passou no Lux, na performance de Steve Bug, realizada em vésperas da noite de consoada.

Com um início muito virado para um estilo cada vez menos apreciado pelas pistas de dança portuguesas, o housemusic (não fosse Bug proprietário de três editoras de respeito; Pokerflat,  Dessous e Audiomatique direccionados sobretudo para a difusão deste estilo), Steve Bug parece que faz magia com a música house acrescentando-lhe uns “rasganços” electro (muitos denominam este fusão de electrohouse), e contanima de energia o mais céptico e crítico a dançar house sem dar por ela.

Quando as coisas começaram a “aquecer” e a pista do Lux já estava completamente cheia, Bug intervalou entre discos com sonoridades house e techno, este último a aparecer em toadas bastante agressivas. Esta foi talvez a maior crítica a apontar ao set de Steve Bug, quando as batidas começavam realmente a subir apareciam cortes brutais com a mudança para vozes soul, características do housemusic. Muitos ficavam contentes, sem dúvida, e como um set deve agradar a todos, fica apenas apenas um reparo do set não ter seguido por um caminho progressivo.

Mas esta é a nossa forma de abordar a questão. Não quer dizer que seja obrigatoriamente a correcta, até porque o “mestre” é ele. Já a caminhar para o final do set deambulou por um sensual-finky-minimal ao jeito dos seus últimos álbuns, “Bugnology 1 e 2”, especial referência a umas das músicas fetiche de muitos Dj´s actualmente.

No meio de todas estas oscilações descritas, estava lá em cima um Dj feliz por fazer aquilo que mais gosta e defende, sempre ao saltos e com o seu “abanar de cabeça”, já característico de Bug.

Embora, como já referimos, o housemusic seja um estilo por muitos considerado no borderline da música de dança, Steve Bug continua a ser dos poucos que continua a acreditar nele, e a esta crença vêm associadas fortes armas que nos levam a colocar em questão alguns, chamemos, preconceitos existentes na música electrónica. Seja como for, dia 21 de Dezembro revelou-se um bom aquecimento para uma época de festividades e fica o desejo de um regresso breve de Steve Bug as pistas de danças portuguesas.



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