Steve Bug

Techno Gentleman.

Para Steve Bug “the show must always go on!”. Este DJ, que começou a sua carreira num after-hours em Ibiza no ano de 1991, parte do princípio que, sejam quais forem as condições, o espectáculo é para ser feito. Como o próprio diz, “mesmo que tenha que tentar a noite toda, mesmo que não exista qualquer hipótese de o realizar, eu fá-lo-ei”.

Numa era em que se gira à volta do ganho de identidades e perca das mesmas no mundo da música, o profissionalismo de Bug é um caso ímpar no panorama da musica electrónica. Afinal, actualmente qual é o DJ que tem um império de 3 editoras de respeito??

Pokerflat,  Dessous e Audiomatique têm como proprietário o próprio, e por elas rolam nomes como Trentemoller (ainda no mês de Outubro editou o aclamado “The Last Resort”), John Tejada, Ghido Scheineder e mesmo colaborações do “Get Physical” DJ T. N Audiomatique, talvez a menos visível das três, já figuram nomes como Martinez, o “Kompakt” Gui Borrato e Umek, só para citar alguns dos ilustres nomes deste trio de editoras.

Quando este artista entra em cena, não é pelo enriquecer da sua tríade de editoras que o faz, fá-lo porque se transforma num miúdo entusiasmado por fazer aquilo em que gosta. E quando “lança” música numa pista, como o faz nas suas actuações, das duas uma, ou finge o entusiasmo (e neste caso muito bem) ou fá-lo porque realmente acredita no sucesso da noite.

Em 1992, apenas um ano depois da sua primeira aparição em Ibiza, Bug torna-se residente do melhor club na sua cidade natal, Bremen. Nesse mesmo ano, é convidado a actuar no Love Parade e edita a sua primeira produção em Hamburgo. Em 1996 funda a sua primeira editora, Raw Elements. Por ela edita o LP “Volkworld” e as compilações “Da Minimal Funk Part 1 e 2”. Depois destes lançamentos, a editora é extinta para dar lugar à criação de duas novas plataformas de produção de vinyl – Dessous, a editora de produção de deep-house, e a Poker Flat, orientada para a produção de house mais futurista conjugado com variados estilos musicais. A sua terceira editora, Audiomatique, criada já este século, foi fundada tendo com objectivo a divulgação de techno e house com linhas mais modernas. No entanto, só ao quarto trabalho editado conseguiu ter alguma notoriedade no panorama da música electrónica, com o disco de Trentemoller, “Physical Fraction”. O mega-hit de Martinez, «Shadow Boxing», não passou ao lado dos mais atentos seguidores do trabalho de Trentemoller.

A música de Bug pode ser descrita como uma fusão atípica entre o house e o techno, sendo muitas vezes aclamado como minimal tech-house master, sendo dos poucos responsáveis por manter a chama do house germânico acesa.

No seu terceiro álbum, “Sensual”, editado em 2002, Bug teve a ajuda na produção de Richie Hawtin no tema «Low Blow». Terá sido por esta altura que Bug começou a conhecer as maravilhas do Final Scratch de Hawtin.

Nos últimos dois trabalhos editados, “Bugnology 1 e 2”, o primeiro editado em 2004 e o segundo no presente ano, Bug faz um “apanhado” da melhor música de dança que se faz actualmente (na sua opinião claro). Podemos ter uma noção do set que Steve Bug nos proporcionará no Lux, se tivermos em mente o eclectismo natural das suas performances, com sons que vão desde suaves melodias de house music até ao minimal cru e duro de Berlim, sempre subindo de um forma suave e progressiva. Como o próprio afirma, “se eu tocar a noite toda electro ou minimal conseguirei ser realmente entediante”. Esperemos mais um grande set na discoteca de Santa Apolónia dia 21 de Dezembro.



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