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Strikers Edge | Análise

Vencedor da 1ª edição dos prémios playstation e com presença em vários eventos nacionais e internacionais, após dois anos a obra da produtora portuguesa,"Fun Punch Games", promete combates épicos repletos de ação, trabalho de equipa e acima de tudo ARCADE!

Strikers Edge remete-nos no papel de 8 personagens em combates online, local e também single-player, sejam eles duelos entre 2 ou 4 jogadores em várias arenas.  Como já referi, existem 8 “Strikers” jogáveis, cada qual um genérico de fantasia: Valkyrie, Spartan, Barbarian, Archer, Knight, Viking, Witch e Ninja. Cada personagem representa uma civilização diferente, uma pequena história e, portanto armas e habilidades distintas. O mesmo se poderá dizer das arenas que o jogo apresenta que, apesar de poucas, cada uma delas apresenta bastante diversidade. Se em Sacred Tree tudo o que o jogador precisa de ter em consideração são as posições das rochas que pode usar como escudo, noutras em que estas mesmas barreiras “chovem”. Uma arena que eu devo destacar serão os Forsaken Ships, onde o posicionamento do jogador envolve mais RNG ao ter que constantemente tentar lutar contra a maré e um público que tem desejos de abrir um fight club.

É daquele tipo de jogo que pensas em só fazer uma partida ou duas e quando dás por ti já devias estar a acordar com o despertador

O objetivo do jogo é desde o início bastante evidente, é como se estivéssemos a jogar “Dodge Ball”, aquele jogo que se vê muito naqueles filmes americanos parecidos ao “jogo do mata”, em que nunca dava para jogar até ao fim sem alguém se queixar da sua cara… Adiante!

Para além de ser um jogo fácil de entender, é uma obra de arte extremamente apelativa! As cores, os personagens, os cenários e até a interface, têm um toque muito bem equilibrado de pixel-art, é como se bastasse olharmos para o ecrã para querer imediatamente experimentá-lo.

É altamente aconselhável começar por fazer o tutorial, este “dodge brawl” não se resume a um manipulo para movimentar, o outro para apontar e um botão para disparar, pois cada personagem apresenta um disparo normal, uma esquiva rápida e um bloqueio que apesar de limitado, se usado no momento correto pode mudar o rumo do combate. Todos os personagens podem usufruir destas habilidades e ainda de um ataque carregado e um ataque especial, nos quais as armas utilizadas também são diferentes. Mas cuidado! Não podes abusar destes ataques porque eles demoram alguns segundos a executar e nesse tempo estarás bastante vulnerável! Pode-se dizer que estes oferecem um pouco de risco/recompensa, até porque num jogo com este ritmo nem sempre nos lembramos de ter este tipo de considerações.

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Há aqui um ponto que exige que eu lhe toque e esse será o modo single-player, uma pequena campanha para cada personagem que sofre uma ainda maior limitação com a quantidade de arenas disponíveis. Sente-se bem que as histórias de cada personagem servem mais para justificar a existência dos mesmos naqueles duelos do que propriamente para sabermos quem é quem. No entanto posso afirmar que isto é algo não afeta muito a obra em si, pois o seu fruto maduro está precisamente na ação. Por esta é que Strikers Edge é acima de tudo um jogo multijogador, e brilha acima de tudo entre amigos, não fazendo grande sentido de outra forma. É daquele tipo de jogo que pensas em só fazer uma partida ou duas e quando dás por ti já devias estar a acordar com o despertador e a seguir para a tua rotina diária

Portanto é um título que apesar de ser fácil pegar no comando e começar a disparar lanças e shurikens tem um flow agradavelmente difícil de aperfeiçoar, em especial por o jogo ser muito divertido! Prevejo-o a acompanhar grandes noitadas entre amigos contaminados pela fome de “só mais um!” e a ocasionalmente destruir amizades.



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