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String Republic

A String Republic, nascida em França em 2004, é uma marca que pulsa criatividade na linha de calçado e também numa surpreendente linha de roupa interior.

Entramos em Maio com o calor que se fazia esperar, já há muito. Visivelmente hesitantes entre os afrontamentos primaveris, assistimos nas últimas semanas ao troca-troca de roupa e calçado que, ao mínimo raio de sol, já punha Portugal de chinelos, sandálias e dedos de fora. Mas para quem não é fã do pé nú ou para quem não lhes queira dar rédea solta – não antes da oficialização do Verão –, fica uma sugestão no mínimo refrescante.

A String Republic, nascida em França em 2004, é uma marca que pulsa criatividade na linha de calçado e também numa surpreendente linha de roupa interior. Pés frescos… “interior fresco”? Não, falamos de uma corrente de ar que alimenta, sobretudo, a vista e todos os benefícios que lhe seguem passam a secundários, quando inundados pelo design com que a String Republic nos presenteia.

Stéphane Bucco é a mente que está por trás deste novo conceito, que procura trazer para o vestuário o encontro entre as artes gráficas e o quotidiano. Designer gráfico reconhecido internacionalmente como Sockho, Stéphane inspirou-se nos designers dos anos 50, tão bem envolvidos com os contornos da Art Deco, e procurou dar realce à beleza dos objectos e formas triviais, cruzando-as com a ilustração da vida contemporânea que se pode chamar, mesmo, de revivalista. O molde em que tudo isto ganha forma passou por um nome: alpercatas. Ao assistir ao ressurgimento de tendências que elevaram os chinelos e tamancos como peças must have, o criador lembrou-se dos típicos sapatos de lona, com sola em corda que o avô lhe costumava oferecer a cada Verão, na sua infância. Estas “alpercatas” tornaram-se, então, o seu centro de atenção e material de trabalho. E que suporte.

Sob um material liso, leve, fresco e completamente french style, debruçou-se Stéphane e um conjunto de cerca de trinta parceiros, entre os melhores designers gráficos e ilustradores internacionais, que responderam ao desafio de imprimir o seu cunho artístico a cada peça de calçado. Cruzando inspirações de estilos tão diferentes como a street art, graffiti, cultura pop e recriação kitsch, temos sapatos que passeiam composições únicas de contemporaneidade. Os String Republic são divertidos só de se olhar para eles! Fundem retro, pop e chique na lona que normalmente, por cá, veste os tornozelos das meninas em plataformas, no tempo de calor. Desafiante, a personalização com que nos brindam os acólitos de Stéphane, faz destas casuais alpercatas sapatos de uma unicidade que podia pô-los numa liga de custo avultado… mas não.

A somar à genialidade com que se refrescaram estas peças, a linha de calçado espelha perfeitamente os B’s essenciais: bom, bonito e barato. Entrando no site, salta à vista um gritante “Sold Out!” que percorre quase todos os destaques de venda online, que se justifica com o preço e  mobilização de marketing que gira em torno da marca. Ora os sapatos de lona pop, coloridos e atrevidos, podem ser comprados por apenas 20 euros, com despesas de expedição, ou menos! A estratégia de divulgação da marca passa por uma fidelização sorridente, oferecendo ao seu público um desconto automático de 10% em todas as compras a partir do momento em que estes sejam porta-voz do site String Republic: divulgando a marca através dos sites pessoais, blogs, redes sociais e afins e reencaminhando esses links ao pedido de compra, a coisa sai quase à borla! Estratégia win-win, que envolve o consumidor no próprio reforço da notoriedade da marca.

É design e cultura contemporânea no seu expoente máximo, no escaparate das t-shirts e blusões ou bonés que vemos por aí. Aguarda-se para breve a nova colecção que trará mais de String Republic e de uma anunciada parceira B-Sided. Se não esgotar, nós compramos!

E comprando uns sapatos, complementa-se o figurino com uma cereja no topo do bolo: a linha de roupa interior feminina – não em lona, não! -, sem rendilhados ou recortes mais arrojados, mas com uma sensualidade à la garçon, bem conseguida visualmente pela mesma equipa de artistas que nos eleva dos pés… à cintura. Perfeito.



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