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The Sunflowers @ Sabotage (23.02.2018)

Rock n’ roll cru, descomprometido.

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Casa cheia para ver os Sunflowers interpretar as canções do seu segundo disco lançado no início de Fevereiro pela Stolen Body Records. Desde logo ficámos positivamente surpreendidos, visto que já assistimos a concertos de bandas mais afamadas com bastante menor número de presentes na sala em questão.

É portanto legítimo dizer que o duo portuense tomou de assalto o Sabotage, castelo do Rock n’ Roll em Lisboa, e desde os primeiros riffs enfeitiçou a plateia na festa de lançamento do novo trabalho de estúdio “Castle Spell” da capital. Depressa os braços no ar, que se esticavam ao ritmo das palavras disparadas pelos microfones de Carlos de Jesus e Carol Brandão, deram lugar a vários momentos de crowdsurfing por parte da plateia, em especial aquela grudada à boca do discreto palco do Sabotage. A bola de espelhos chegou a temer pela sua vida um par de vezes, mas acabou a abanar como se fosse apenas mais uma cabeça a praticar headbanging.

Não existe grande diferença entre os temas novos e os mais antigos, pertencentes ao disco de estreia “The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy”, pelo que o concerto prosseguiu num ritmo frenético até ao seu final, fazendo dos Sunflowers uns autênticos White Stripes sob o efeito de esteróides ou um verdadeiro Legendary TigerCouple. Foi assim cumprido o desejo da banda, dado que segundo o guitarrista/vocalista Carlos de Jesus o novíssimo álbum foi elaborado com o intuito de soar “repetitivo e paranóico”.

Tudo isto torna um concerto de Sunflowers numa experiência deveras interessante. Conhecendo ou não o cardápio de músicas que têm para apresentar e que tocam ou não, o mais rico no final é mesmo fazer parte dum forte momento de rock n’ roll cru, descomprometido, e que denota que a dupla em palco tem tanto ou mais gozo que o público ao longo da performance.

No final até o rock puro e duro que os DJs da casa sempre debitam parecia suave, após a estonteante cavalgada colectiva sob orientação dos Sunflowers. Este mesmo movimento cobrirá o máximo território possível nesta missão de difundir tanto quanto possível “Castle Spell”, a que deram o nome de “A conquista do castelo até ao verão”.

Texto por Álvaro Graça
Fotografia por José Eduardo Real



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