Super Bock Super Rock 2015 | Antevisão

Super Bock Super Rock 2015 | Antevisão

Exposição musical

Se há festival que não teme a mudança é o Super Bock Super Rock (SBSR). Depois de cinco edições realizadas no Meco, o evento muda de figurino novamente, e regressa à cidade de Lisboa nos dias 16, 17 e 18 de Julho.

Depois de ter abandonado o Parque Tejo em 2007, o SBSR instala-se uns quarteirões ao lado, no coração do Parque das Nações, distribuindo 4 palcos por essa zona.
O palco Super Bock, o principal, será no MEO Arena, considerada pela organização a melhor sala de espectáculos do País; o Palco EDP estará localizado debaixo da pala do Pavilhão de Portugal, e funcionará como palco secundário; o Palco Carlsberg, erigido com sons mais electrónicos, terá lugar na sala Tejo da MEO Arena; e o Palco Antena 3, onde desfilam as novas bandas lusas, será montado na Doca dos Olivais.

O primeiro dia de festival terá um toque predominantemente britânico. Sting é o nome grande da noite de 16 de julho, sendo certo que arrastará até ao recinto uma faixa etária que normalmente não frequenta este tipo de certame, facto pelo qual a organização merece aplausos adicionais. Entre os temas costurados a solo, e êxitos do catálogo dos Police, será um concerto certamente intocável.

Noel Gallagher’s High Flying Birds, o projecto de uma das reconhecidas faces dos Oasis, e The Vaccines, com um álbum editado este mês, são outros nomes britânicos que ocupam o Palco Super Bock, que arrancará com sonoridades pop dançantes a cargo de Milky Chance e Madeon.

Neste dia, no Palco EDP, destacam-se os nomes de Perfume Genius, com as suas canções a transbordar de sentimento e qualidade, a brisa electrónica suave e colorida de Little Dragon, a brilhante obtusidade de SBTRKT e a poesia de pêlo na venta declamada por Kate Tempest.

Os portugueses Xinobi e Mirror People sobem o pulsar do palco Carlsberg, que terá como figura maior no dia inaugural Toro Y Moi, que desembrulhará em Lisboa o novo trabalho “What For?”.

No Palco Antena 3, o psicadelismo de Gala Drop, uma frescura simples de Duquesa e a irreverência irresistível de PZ representam a nova música nacional.

No segundo dia do SBSR, os Blur e o seu novíssimo disco, “The Magic Whip”, são a estrela maior do festival. E com o grupo de Damon Albarn, nunca se sabe se existirá uma próxima oportunidade. Sérgio Godinho e Jorge Palma partilham o palco principal da MEO Arena neste dia, sendo o único projecto nacional a fazê-lo, desfilando por entre o cancioneiro de ambos, num concerto original.

O surf-rock dos The Drums e a genialidade multidimensional dos belgas dEUS fecham o cardápio desta jornada no palco em questão.

Na segunda maratona do Palco EDP pedalam os Bombay Bicycle Club ao sabor do seu titubeante indie pop, o poderoso novo punk das sempre bem-vindas Savages, num dia que arranca em tons mais quentes e adocicados por parte de Kindness e Sinkane.

Do Palco Carlsberg, no dia 17, ecoam as batidas gordas e desafiantes do nosso Stereossauro e do esloveno Gramatik.

Na Doca dos Olivais, as cores nacionais são envergadas por Best Youth, Da Chick e White Haus.

O terceiro e último dia do festival traz à MEO Arena Florence & The Machine, que apesar de lesionada não deixará atributos por vozes alheias, FFS (oportunidade para apreciar a joint-venture dos Franz Ferdinand com o avant-garde dos veteranos Sparks), o cocktail tropical dos Crystal Fighters e a ternura contida de Rodrigo Amarante.

O Palco EDP apresenta no derradeiro alinhamento uma mistura altamente apelativa, desde os Unknown Mortal Orchestra (com disco novinho na bagagem), ao rock descomprometido de Palma Violets, passando pela Banda do Mar (de Fred, Mallu Magalhães e Marcelo Camelo) ou pelas composições assombrosas e melodramáticas de Benjamin Clementine, que poderá muito bem ser a sensação do SBSR 2015.

Os sons negros vão poderosamente invadir o palco Carslberg da sala Tejo, comandados pelas palavras de ordem do rapper brasileiro Crioulo, ao ritmo das fortes batidas do rockuduro de Throes + The Shine, ou da pista de dança africana de DJeff Afrozila.

No palco Antena 3, We Trust, D’Alva e Thunder & Co. fazem mais uma demonstração da nova força e talento da música made in Portugal.

O SBSR 2015 prima em definitivo por um cartaz extremamente equilibrado, albergando um leque extensíssimo de estilos musicais, preocupando-se em atender às exigências dos fãs de espectáculos de larga escala e, simultaneamente, em saciar a curiosidade dos mais melómanos, sempre à procura das mais recentes tendências em cada esquina.

Em suma, um cartaz capaz de corresponder à ousadia do novo figurino delineado pelo organização para 21ª edição deste certame musical.



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