SUPER BOCK SUPER ROCK 2019 | DIA 2 (19.07.2019)

Os Phoenix subiram ao palco e, decididamente, assumiram a liderança de todo o festival.

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19 de julho de 2019, segundo dia de festival, depois de um dia de praia, calor e bons momentos de descontração chegamos ao recinto. 

Dinâmicos e com ideias arrojadas, os Conjunto Corona, distribuíram hidromel pelos fãs da fila da frente. Considerada a bebida dos deuses, bebida de eleição dos vikings, dizem que é melhor que qualquer bebida energética. 

Os Fugly como já era de esperar deram um concerto cheio de energia, rebentava pelas costuras a vontade de subirem ao palco e contarem com mais um concerto para o seu repertório. A Rua de Baixo conseguiu entrevistar a banda da geração Millennial. 

Calexico and Iron & Wine, iam alternando os temas entre si, o que enriqueceu o início do segundo dia de festival.

Shame chegaram com turbulência de se verem, e o palco Super Bock iniciou com o verdadeiro punk. Estes furiosos descarregaram tudo em palco.

The Twist Connection voltaram ao Meco passados alguns anos (2007). Kaló cumprimentou o público de forma acarinhada e disse que voltava,  passados estes anos, em que perdeu o contacto com o festival, Com o regresso este ano o contacto foi retomado e agradeceu a presença dos fãs. Ainda tivemos oportunidade de entrevistar a banda que nos contou alguns dos seus próximos passos. 

Os Capitão Fausto voltaram, depois da última aparição no Meco em 2012, mas o guitarrista Manuel Palha confessou aos fãs, que há 7 anos estava nervoso e agora esse nervosismo ainda se mantinha. Desde o álbum “Gazela” lançado em 2011, a banda tem aperfeiçoado o estilo musical. 

Christine and The Queens apelou ao bom senso e disse para não fazerem julgamentos e pediu exclusivamente “amor”. Ainda teve uma coreografia bem coordenada e deu show no palco principal. Foi o centro das atenção por um bom período de tempo. Referências evidentes aos anos 80. Confessou que passados alguns obstáculos entre os seus albuns conseguiu prosseguir e manter-se na ribalta. 

Além da representação, Charlotte Gainsbourg, é cantora e subiu ao palco EDP com muita melancolia, deixando muitos festivaleiros nostálgicos. 

Já a noite ia bem recheada com os artistas anteriores, quando os Phoenix subiram ao palco e, decididamente, assumiram a liderança de todo o festival. Infelizmente, não foi suficiente para atingir os números da noite anterior depois da invasão para ouvir Lana Del Rey. Ainda assim Mars agradeceu aos fãs por serem tantos. Em modo despedida e regresso a casa, Mars entregou-se aos braços dos fãs das primeiras filas. Obviamente o single «Rome» fez parte do alinhamento, com homenagem ao falecido Philippe Zdar, produtor de alguns álbuns do conjunto de origem francesa. Foi na Herdade do Cabeço da Flauta que a banda terminou a sua tour internacional. 

Em simultâneo com os Phoenix, apareceu Roméo Elvis no palco Somersby, e conseguiu provar que a música realmente lhe corre nas veias, mas mesmo assim já consegue ganhar destaque e distinguir-se da sua progenitora. 

Ao contrário de algumas actuações desta noite, FKJ (French Kiwi Juice) tiveram mais impacto na sua actuação. Foi um concerto fora do comum, apesar dos vocals pré-gravados, a mistura com ritmos obteve um bom resultado. 

Erza Collective, boys band em ascensão, chegaram com o seu jazz original, vieram dar uma nova vida ao palco EDP. Tiveram pouco público, mas fizeram a festa na mesma e com isso não se desleixaram na qualidade.

DJ Kaytranada, encerrou o palco principal, deixou os festivaleiros bem dispersos, com música eletrónica. Apesar da pouca interação com o público, deu um bom espetáculo. O momento alto com a música de Rihanna “Kiss It Better”.

Dâm Funk, Dj Damon Riddick actuou no palco Somersby e encerrou o segundo dia do festival. O público, cheio de energia depois da actuação de Dj Kaytranada, começaram a desfalecer no último concerto e acusaram cansaço.

 

Texto por Helena Cardoso e fotografia por João Cautela.



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