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Super Mario Odyssey | Análise

Uma aventura de se lhe tirar o chapéu!

Que saudades de um Super Mario assim! Com um misto do melhor que a acção de plataformas tem para nos oferecer, num enorme e vasto mundo, repleto de imensos segredos por descobrir. Com Super Mario Odyssey o canalizador mais famoso do mundo dá um enorme salto e, aterrando a pés juntos na Nintendo Switch, de braços bem abertos e com o habitual sorriso de orelha a orelha semi-escondido pelo seu farto bigode, convida o jogador para uma aventura aliciante! Apertem bem os cintos porque em 3… 2… 1… vamos descolar!!!

A princesa Peach foi raptada!!! Ah… já calculavam? Diz que foi o Bowser!!! Ah… Também já desconfiavam, era? Bom, brincadeiras à parte, parece que o malfadado vilão lá arranjou uma forma de obrigar a princesa do reino cogumelo a casar com ele! Já organizou uma cerimónia extravagante e tudo! Será que é mesmo desta que ele dá o nó com a Peach? “ Então mas e o Mario?” Perguntam vocês. Ora, como sempre, o Mario claro que não ia deixar o Bowser levar a sua avante. Lançou-se numa perseguição desenfreada para tentar salvar a princesa Peach mas… foi vencido…

Ao despertar num estranho e novo mundo, de nome Cap Kingdom, o nosso Mario ainda não desconfiava da odisseia que teria pela frente mas eu? Bom, digamos que com um regresso ao plano tridimensional de movimentos a la Mario 64 e Galaxy, quanto mais explorava o primeiro de tantos reinos que teria pela frente, saltando uma, outra e outra vez (wohuuu!!!), sempre com um grafismo de qualidade e ao som de uma banda sonora de excelência… digamos que fiquei com um “ligeiro” palpite de que estava perante algo de glorioso.

Na minha missão de encontrar o Bowser não tardei a encontrar um novo companheiro de armas de nome Cappy, também ele com motivos para encontrar o vilão. Assumindo a forma do icónico chapéu vermelho de Mario e emprestando-lhe as suas habilidades, Cappy viria a provar-se um aliado precioso. Derrotado o primeiro boss, Cappy e Mario estavam prontos a embarcar numa viagem sem precedentes. Não vos vou estragar surpresa nenhuma, mas posso adiantar que pela frente estavam horas e mais horas de jogo e mal dei pelo tempo passar.

Para fazermos face às mais variadas adversidades, o leque de habilidades de Mario surge agora complementado pelas de Cappy. Projectando-o como se de um boomerang se tratasse podemos derrotar os adversários em redor mas saltando sobre ele podemos também alcançar plataformas, de outra forma inalcançáveis. Acertem com ele em certos inimigos e poderão capturá-los. Façam-no e vejam Mario a assumir toda uma diferente forma que vai desde um simpático sapo, peixe, Goombas, Chain Chomps e tantas, tantas outras, até num T-Rex (sim, leram bem) Mario se pode transformar.

Desde o mais frio dos Desertos (depois percebem) à mais densa floresta ou ao mais alto dos arranha-céus, cada reino é incrivelmente diferente um do outro. Os desafios são mais do que muitos, alguns bem ao jeito da mais recente vertente da série, outros há em que podemos disputar a nossa pontuação com a restante comunidade e outros ainda que remontam a tempos que já lá vão. Cada um é mais gratificante de superar do que o outro! Aliás o mesmo se pode dizer da exploração, uns maiores do que outros, os cenários que vamos atravessar são uma delícia para os nossos olhos, de tão vibrantes que são. Como seria de esperar claro, cada esquina, cada recanto, esconde um segredo e vale a pena abrandar o ritmo da nossa aventura para descobrir cada um deles, ainda que o tempo urja para a pobre Peach.

Levantem pedras, entrem em grutas, trepem árvores e não tarda muito a que tropecem em coleccionáveis como as tradicionais moedas amarelas ou roxas (específicas de cada reino e mediante as quais poderão ganhar acesso a uma série de fatos alternativos para o nosso protagonista). Mas sobretudo o que irão querer encontrar são as Power Moons. Estas são a energia da vossa nave, a Odyssey e é delas que precisam para ganhar acesso a novos reinos. Quantas mais recolherem a mais reinos poderão aceder. Claro que falar é fácil, alguns destes coleccionáveis estão à mão de semear, já outros irão obrigar-vos a puxar pela criatividade senão mesmo lutar por eles.

Já vos falei do grafismo mas se há algo também merecedor de destaque é todo o impressionante interface deste jogo. Ao pausar o jogo, o menu assume o estilo de um guia turístico. Nele são-me  sugeridos pontos de interesse para visitar nos mais diversos reinos e são-me indicadas até algumas curiosidades sobre os locais que estou a visitar. Senti-me como um autêntico turista e para esse efeito só ajudou o Snapshot, uma mecânica que nos permite tirar fotografias com os mais diversos filtros! É também no menu de pausa que posso observar tirar dúvidas sobre como executar as mais diversas habilidades e acrobacias de Mario mas sobretudo é aqui que posso consultar o mapa e verificar os pontos para onde me posso teleportar (tal não é a extensão de cada reino) e as Power Moons que ainda tenho para recolher. Depois de tantas horas de jogo sem consultar esta lista, quando finalmente pensei: “Bom já as devo ter apanhado praticamente todas…” Fiz de tudo, desde participar em corridas, a superar os mais perigosos saltos, derrotei os mais perigosos dos inimigos (bom quase todos, vá, há ali um ou dois confrontos em que é preciso um ajuste de contas…). Ao ver uma lista infindável de Power Moons ainda por recolher vi que estava redondamente enganado e que há ainda muito por fazer e tanto mistério por desvendar.

Com Super Mario Odyssey a Nintendo mostra que é ainda possível inovar no género de plataformas, oferecendo aos jogadores uma experiência sem precedentes e mais do que obrigatória a qualquer possuidor de uma Nintendo Switch! Juntamente com The Legend of Zelda: Breath of The Wild, a Nintendo Switch entra na recta final de 2017 com dois dos grandes jogos deste ano a seu cargo!



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