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Supernada @ São Jorge (3.11.2012)

Electricidade para lugares sentados

Pouco passava das 22h de ontem quando os Supernada começaram a tocar para o pouco lotado auditório da Sala Manoel Oliveira do Cinema S. Jorge, inseridos no Misty Fest, iniciando a digressão de auditórios. Poder-se-á dizer que, de facto, o público não ocupava nem metade das cadeiras, possivelmente pelo preço algo proibitivo, especialmente nos dias correntes.

“Boa noite”, é assim que se dirige Manel Cruz ao público pela primeira vez – e das restantes vezes também, o que acabou por se tornar num gracejo. “’Tá tudo?”, acrescentou por vezes também, demonstrando que esta se tratou de uma experiência: apresentar o repertório num cenário “intimista”.

Percorrendo uma boa parte do disco de estreia “Nada é Possível”, os Supernada demonstraram-se músicos extremamente competentes, mas acabaram por se encontrar num território um quanto estranho: tocaram música com energia suficiente para meter muito mais gente a mexer. Mas as cadeiras ocupadas assim o continuaram e o público mostrou-se tímido numa primeira metade do alinhamento. Isto revelou também um estranhamento na banda em si: alguma falta de química.

Também para a banda, calcula-se, ter-se-á tratado de um ambiente desconhecido: Manel Cruz acabou os concertos de reunião dos Ornatos Violeta há uns dias, e lançou-se a uma plateia bastante diferente, quer em dimensão, quer em energia. Mas lá para meio, já se dissipava esse nervosismo (“Não se arranja um favaíto?”, perguntou, com resposta afirmativa) e, desfilando por entre recepções de crescente entusiasmo, a banda chegou ao final com um maior à-vontade. De tal forma, que se dispensaram artifícios como abandonar o palco para passar ao encore.

«Nova Estrela» encerrou um alinhamento que, de resto, só terá pecado por ter sido demasiado curto.

Fotografia por Marisa Cardoso do concerto de Supernada no Lux, a 29 de Março.



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