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SWU – Começa com você!

As melhores bandas, os melhores DJs e os maiores pensadores do mundo, reúnem-se por três dias num festival que promete mudar a cabeça dos jovens. Vem aí o SWU Music and Arts Festival 2010.

Entre os dias 9 e 11 de outubro, o Brasil será palco da primeira edição do SWU Music and Arts Festival 2010, um dos maiores festivais já produzidos em toda a América Latina. Durante três dias estarão nos palcos Água e Ar, as bandas Rage Against The Machine, Dave Matthews Band, Linkin Park, Queens of the Stone Age, Joss Stone e muito outros. Além disso, rolará uma miscelânia de sons dos melhores DJs de todo o mundo, exposição de artistas renomados, fóruns sobre sustentabilidade e muito mais, espalhados nos mais de 200 mil metros quadrados da fazenda Maeda, localizada em Itu, interior de São Paulo.

Estima-se que o festival atraia cerca de 300 mil pessoas, de 160 países diferentes, ao longo dos três dias.  O grande barato deste festival e o que ele fará de tão impressionante para atrair tanta gente é o seu engajamento ambiental.  SWU – Star With You, antes de ser um festival, é um movimento que propõe novas atitudes sustentáveis começadas com pequenas mudanças individuais e não por representantes políticos ou privados. É uma forma de pensar, alinhada com as preocupações mundiais de preservação do planeta terra e das pessoas que o habitam. Os organizadores elegeram esses três dias de show e debates, como a grande celebração deste movimento.

A proposta nasceu da mente do publicitário brasileiro Eduardo Fischer que tinha a intenção de montar um festival com o nome Woodstock no Brasil. Foram feitas diversas viagens para os Estados Unidos para fechar com a marca americana até que, de última hora, resolveu-se mudar completamente os planos.  Quando o Woodstock surgiu no pós-guerra, o mundo e o jovens do mundo, tinham um lema íntimo, um inconsciente coletivo de que era preciso semear a paz e o amor entre os povos. Desta vez, o que movimenta as pessoas, agravado principalmente pelos sinais de desgastes do planeta terra e pelo caráter degenerativo do progresso, é a necessidade de se fazer algo para arrumar a casa. Bingo! Hoje, mais que paz e amor, as pessoas querem respirar melhor e os mentores do projeto tocaram no calcanhar de Aquiles de todo o mundo. Sim! é isso mesmo o que eles querem para este movimento: uma repercussão tão grande quanto foi o Woodstock na década de 70, só que agora em terras brasileiras. Pelos impressionantes números é possível que o sonho do Eduardo Fischer e de toda a sua equipe se torne realidade.

O site oficial, com menos de três meses no ar, já soma mais de 3 milhões de visitas de 180 países diferentes.  O tempo médio de permanência é de 4 minutos, o mesmo tempo que o site da Coca Cola mundial, obviamente com um investimento infinitamente menor. Assim que foram disponibilizadas as vendas de ingresso, durante três dias foram vendidos um ingresso a cada dois segundos (43 mil).  Grande parte da divulgação baseou-se nas mídias sociais, a revolução desta década, e se fosse para fazer um cálculo de exposição, já se teria gasto por volta U$ 35 milhões só em veiculação.

A fazenda disponibilizou dois espaços, com 50Mil M2 cada, para quem se interessar em acampar.  Para que dê tempo de assistir todos os shows, fóruns e debates, a organização permitiu que as pessoas do camping chegassem um dia antes e pudessem desmontar as barracas um dia depois.

A questão sobre a sustentabilidade permeará toda a identidade do evento. A cenografia dos dois palcos (Água e AR) está sendo construída com materiais recicláveis. Todo o lixo será destinado para a reutilização e terá uma torre energética constituída com placas solares e pás eólicas para fornecimento de energia de pequenos aparelhos. Durante os três dias acontecerá o Fórum de sustentabilidade que reunirá especialistas, pensadores, empresários e representantes de entidades não-governamentais para discutir com o público alguns dos principais temas da sustentabilidade no século 21. Dentre as diversas ONGs já confirmadas está a Clinton Foundation.

A Rua de baixo conseguiu uma entrevista exclusiva com Helder Castro, empresário e um dos mentores do SWU.  Nela, ele  fala um pouco sobre como surgiu o movimento e a sua repercussão no Brasil e no mundo.

A sigla SWU representa um movimento, uma forma de pensar estimulante e geradora de mudanças, como surgiu a ideia de um festival e qual o impacto  dele nesta mudança de atitude?

Tivemos um insight a partir de pesquisas de várias fontes, que apontavam que os jovens realmente queriam se engajar em ações pró-sustentabilidade, preocupados não mais com o futuro do planeta, mas com a realidade atual demonstrada dia-a-dia na mídia. A partir disso, desenhamos um projeto que procura trazer para perto do jovem a questão da sustentabilidade de forma clara e simples, mostrando que pequenas atitudes produzem grandes mudanças. Iniciamos o Movimento SWU pela conscientização e engajamento de individual, num processo que passa por fases de comunicação, informação, engajamento, mobilização e, acreditando no sucesso do movimento, na celebração – daí o festival SWU – um encontro de diversas gerações, onde teremos muita música, mostra de artes e fórum de sustentabilidade, numa experiência inédita no Brasil.

Na idade média foi a igreja, na moderna o estado e agora são as corporações que detêm o poder no mundo. A ideia de uma  postura sustentável tem nascido principalmente destas iniciativas privadas. Como você acha que o SWU incutirá essa filosofia menos degenerativa?

O processo de conscientização procura educar as pessoas da necessidade da mudança individual, mostrando que se cada um fizer a sua parte, teremos um processo contínuo de resultados positivos e envolvimento crescente não só do cidadão, mas também da iniciativa privada e poder público. Desta forma, passamos a ter legitimidade no Movimento e, queira Deus, um modelo de sucesso irreversível, com todos participando e contribuindo permanentemente..

A geração que recebeu o Woodstok nos anos setenta estava sedenta por um mundo mais livre, menos careta e com mais amor. A geração que recebe o Festival SWU está sedenta por um mundo mais verde?

Sem dúvida, as pesquisas apontam que a geração mais jovem quer se envolver, discutir, participar, em prol da sustentabilidade, não só pela questão ambiental, mas também pelos aspectos sociais e econômicos. Há um desejo latente de fazer algo e já, não mais depender de decisões distantes, como Protocolo de Kyoto e encontros de líderes mundiais, compromissos de redução na emissão de gases, entre outros. A mudança começa com você, na sua casa, no seu bairro, na sua cidade. É simples, fácil e prático de acontecer.

A RDB estará no três dias do festival e fará tomadas em tempo real sobre como está rolando o maior movimento de música e conscientização ambiental da América Latina.



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