Tatá Aeroplano | Entrevista

Tatá Aeroplano | Entrevista

"As letras desse disco marcam uma época da minha vida onde vivi intensamente a noite, a boêmia, os excessos, amores, drinks e expansores da mente"

O frontman de bandas como Cérebro Eletrônico ou Jumbo Elektro decidiu lançar-se a solo com um álbum homónimo. Tatá Aeroplano apresentou assim em 2012 um LP com 10 músicas que facilmente nos levam até à década de 1960 ou 70, onde o rock era mais roll, mais puro e mais directo, por vezes em viagens psicadélicas com o selo de teclados característicos da década.

Um disco que nasce da necessidade de se expressar a solo, falar dos excessos vividos, colaborar com outras pessoas e de se reencontrar enquanto artista.

Dessas colaborações virão novidades já este Verão, mas por agora quisemos conhecer Tatá que, com extrema simpatia, colocou «On the Beach» de Neil Young a tocar e respondeu às perguntas que lhe fizemos e até nos pediu ajuda para lhe darmos a conhecer mais música portuguesa.

Prometemos que vamos enviar uma lista de coisas boas, mas por agora queremos mostrar mais de um dos nomes mais frescos do Brasil.

Como surge este álbum? O facto de teres outras bandas fez com que sentisses a necessidade de te expressares a solo e afastares-te daquilo que é a sonorização dos Cérebro Eletrônico, por exemplo?

Eu já tinha lançado dois discos com a Banda Jumbo Elektro e três discos com a banda Cérebro Eletrônico quando decidi gravar meu primeiro disco. Senti a necessidade de gravar minhas canções mais confessionais e dessa maneira precisava realmente fazer esse disco. Encontrei pessoas sensacionais pra fazer esse disco, os produtores Dustan Gallas e Junior Boca e o Bruno Buarque, que tocou bateria no disco e é também o dono do estúdio Minduca onde gravamos. A banda base do show são eles juntamente com o DJ Marco. Foi um encontro que mudou minha vida musical, tanto que já gravámos o segundo disco que já tem nome. Chama “Na Loucura e Na Lucidez” e será lançado em Agosto desse ano.

O press-release diz que é um álbum que surge de colaborações, de inspiração colectiva. E realmente tem a colaboração de muitas pessoas, como o Leo Cavalcanti ou a Bárbara Eugénia. Como surgem estas participações?

As participações foram de amigos muito queridos, Clayton Martin na bateria, Maurício Fleury nos teclados, Bárbara e Leo, que são grandes amigos e referências. Os arranjos foram todos feitos de maneira colectiva, o que enriqueceu nossa convivência e musicalidade.

De onde veio a inspiração – colectiva e individual – para este álbum? Tinhas definido à partida um caminho para este álbum, ou as coisas foram-se construindo gradualmente?

As letras desse disco marcam uma época da minha vida onde vivi intensamente a noite, a boêmia, os excessos, amores, drinks e expansores da mente. Foi um momento muito rico e inspirador, que na verdade continua existindo, pois além de fazer os shows, eu “discoteco” muito à noite. Então estou sempre na noite, sempre tocando e eu componho o tempo inteiro, é um vício.

Consegues eleger a tua faixa preferida, aquela que ouves e dizes “ficou como eu queria e não mudava nada, mesmo depois deste tempo todo”, ou tens dificuldade em fechar os processos?

Gosto muito de «Te Desejo Mas Te Refuto», essa canção sempre mexe comigo e tem um clipe dela que foi lançado recentemente.

Como vês actualmente a cena musical brasileira e a cena musical portuguesa no Brasil? Ouves música portuguesa?

A música brasileira vive um momento muito intenso e criativo. Os últimos anos têm sido maravilhosos nesse sentido! Muitos shows incríveis e discos lançados.

Quanto à cena portuguesa, eu particularmente tenho pouco contacto, porém um amigo músico Felipe Antunes, que morou em Lisboa durante algum tempo, trouxe pra cá uma colectânea da Fnac de música portuguesa que escutei bastante.

Eu quero que você me passe algumas referências de banda pra eu escutar!

Tatá, em Portugal o teu nome ainda não é muito conhecido. Pretendes com este álbum conquistar o mercado luso?

Aos poucos quero sim chegar mais em Portugal. Eu sou muito bicho do mato, gosto de ficar quietinho, mas os discos lançados aos poucos cruzam os oceanos digitais e espero em breve estreitar musicalmente com Portugal. Essa entrevista já é um belo começo!

Há concertos agendados fora do Brasil, como em Portugal, por exemplo?

Esse ano lanço meu segundo disco e ano que vem ou 2016, pretendo tocar fora do Brasil! Preciso me organizar financeiramente para isso!



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This