Tati @ ZDB

Suor e fantasia.

A casa, todo o bom filho torna. E foi isso que voltou a acontecer. Os Quinteto Tati regressaram ao Bairro Alto, onde se haviam estreado ao vivo, para um concerto na Galeria Zé dos Bois.

A vinte e cinco minutos do dia 15 de Julho ouviram-se os primeiros acordes da música «Créditos Finais», última faixa do álbum, habitualmente a primeira ao vivo. JP Simões entrou em palco de garrafa de água na mão, afirmando estar “um bocado pedrado”. Cantou uma «Valsa Quase Anti-depressiva» e disse que aquele era quase um concerto de despedida; que iam lançar um novo álbum: “igual mas diferente”.

Seguindo o alinhamento do álbum “Exílio”, os Quinteto tocaram a «Rumba dos Inadaptados», «Suor e Fantasia» e a «Carta Tardia». Depois chegaria a «Gota de Água» de Chico Buarque e só mais «Uma Para o Caminho». Por esta altura, JP Simões sugeria um intervalo e, em resposta do público – uma figura pública -, pedia que continuassem. Assim foi. Tocou-se «A Flor da Vida» e um pesadelo alheio, num «Domingo sem Deus». Declamou-se poesia e “pa larvas” com muitos “pês”. “Pê” de ponto; e vírgula, talvez. Porque foi tocada apenas mais uma música, «Vai Já Passar», antes de um intervalo “para pedir uma cerveja”.

O encore começa com uma improvisação, ou esboço de uma nova música, onde se cantou “leva o vento meu anjo”. Foi um momento bonito, quer para quem assistia na bem composta sala da Zé dos Bois, quer para quem assistia pelo “grande ecrã”, como JP Simões chamou ao público que se concentrava além-vidro da sala. Seguiu-se «No Jazz» e a interpretação de «Rosemary» de Scott Walker. Por fim, o «Inventário Marítimo», com “Lisboa no fundo do mar”. «Suor e Fantasia» foi repetida e assobiada e o orgão Hammond “estreou-se” com outro «Domingo Sem Deus». JP Simões queixava-se que já iam “em sete horas de concerto”, mas ainda houve tempo para dedicatórias; «Gota de Água» à alimentação e «Uma Para o Caminho» a todos os que tinham voltado para o encore.

Esperamos ouvir mais vezes este sexteto com nome de quinteto; que depois do “Exílio” promete mais: igual, mas diferente. Nós por cá, prometemos que vamos continuando a aparecer.



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