SALA 1 – Vou Dar Luta – Fotografia de Mário Pires

Teatro Rápido | Junho 2013

Não deixe para amanhã!

O Teatro Rápido (TR) promete sorrisos às colheradas. Deixe-se contagiar pela boa disposição, de quinta a  segunda, na Rua Serpa Pinto, 14 (Chiado, Lisboa) .É para amanhã – é um dos versos de uma das músicas mais conhecidas de António Variações. É, também, o tema-desafio do mês de Junho que foi aceite por quatro projectos que prometem agradar na forma bem disposta como chegam até ao público.

SALA 1 – Vou Dar Luta 

Os figurinos são de José António Tenente e quem veste de corpo e alma o texto de Luís Mário Lopes são os actores Custódia Gallego e Vítor Oliveira. São amantes e têm problemas na canalização, perdão, a casa dele tem problemas de canalização. A dada altura, ela diz chamar-se Europa. Ele sente-se submisso e irritado porque a Europa já não o apoia como dantes; a Europa não lhe dá fundo de maneio para arranjar os canos. Ele será Portugal? Se no princípio julgamos estar perante mãe e filho, rapidamente mudamos de ideias: os corpos das personagens confrontam-se de uma forma que nada tem a ver como o amor de mãe ou de filho.

Vítor e Custódia agarram as suas personagens com unhas e dentes. São quinze minutos intensos, que nos roubam sorrisos, que nos sobressaltam. Afinal, estamos perante «uma lady na mesa, uma louca na cama» e um homem que não cede e promete dar luta ás visitas e investidas de Europa que, a cada visita, o mata.

SALA 1 – Vou Dar Luta - Fotografia de Mário Pires

Horário das sessões 5ª, 6º e sáb.: 18h00 | 18h30 | 19h00 | 19h30

Horário Dom:  19h00 | 19h30 | 20h00

Horário 2ª: 18h00 | 18h30 | 19h00 | 19h30 | 20h00

 

SALA 2 – A Camisa, o Vestido e a Janela 

A partir de três textos de André Murraças, incluídos no livro “Peças Amorosas”, José Henrique Neto e Eduardo Molina conseguem criar 3 micropeças dentro de uma peça que já é… micro! Eduardo interpreta um monólogo durante o qual assume personagens diferentes, que partilham em comum o facto do amor nunca estar presente hoje. Será que aparece amanhã? Que amor escondem as queimaduras de cigarro presentes naquela camisa preta? Que amor está presente na vida de uma bailarina que gosta de brilhar no escuro? Que amor se vê da minha janela, a partir da qual conheços todos os passos dos meus vizinhos, até daquela rapariga que não pode andar para dizer àquele rapaz que a ama?

Eduardo Molina contagia-nos com a sua interpretação cheia de momentos de humor. A forma como interage com o público é deliciosa e irresistível. Entre na sala 2 e deixe-se contagiar.

SALA 2 – A Camisa, o Vestido e a Janela - Fotografia de Mário Pires

Horário das sessões: 18h05 | 18h35 | 19h05 | 19h35 | 20h05

 

SALA 3Amanhã 

Frederico Pombares e Joana Gama assinam o texto; André Nunes (António) e Vânia Naia (Madalena) assumem as rédeas da interpretação. Nesta peça, o amanhã «é sempre longe demais» para um casal que (sobre)vive sem amor. «Vamos amanhã». António e Madalena vivem num constante adiar de coisas como um almoço, uma viagem ou a compra do cavalo para o João Maria.

A conversa entre ambos faz-nos descobrir os porquês deste adiamento constante, fazendo-nos viajar até ao passado, no qual António conheceu Madalena, uma rapariga de Melgaço que rapidamente se tornou numa mulher igual a tantas outras. Perante isto, António não deixou de procurar essa rapariga de Melgaço, junto da empregada lá de casa.

Entre na sala 3 e descubra se o casal consegue, ao fim e ao cabo, combinar o tal almoço, fazer a tal viagem ou comprar o tal cavalo.

SALA 3 – Amanhã - Fotografia de Mário Pires

Horário das sessões: 18h15 | 18h45 | 19h15 | 19h45 | 20h15

 

SALA 4 – JBWB – 900 

João de Brito e Wagner Borges conceberam e interpretam este espectáculo que acaba por ser um intervalo entre a contemporaneidade e o silêncio profundo. Em cena encontramos dois homens, cujos nomes desconhecemos, e cuja diferença transborda pelos poros. Fala-se de tempo, do tic tac (infernal? divino?) do relógio.

JBWB – 900 proporciona-nos uma série de reflexões sobre a identidade e o tempo, o aqui e agora. Os dois homens conversam entre si e conversam, sobretudo, com o público que sente que acabou de entrar pela toca do Coelho Branco, tal como a  Alice, para descobrir um país onde as maravilhas não são epidérmicas e exigem um olhar mais profundo e atento.

A performance é, tal como diz uma das personagens, uma «dramaturgia activa». Com efeitos secundários para o espectador: vai sair da sala com um sorriso nos lábios e ideias a vaguear pela cabeça.

SALA 4 – JBWB – 900 - Fotografia de Mário Pires

Horário das sessões: 18h20 | 18h50 | 19h20 | 19h50 | 20h25

 

E para a infância?

Para a infância, aos sábados e domingos de manhã, a peça Luís e o Sol, de Tânia Fachada, que conta com a interpretação de Pedro Ferreira e Tiago Teotónio Pereira. A encenação está a cargo do Bernardo Gomes de Almeida. Conta-nos a sinopse que « Em “Luís e o Sol” o tempo pára para nos relembrar que a infância é o bem mais precioso que devemos conservar e que para tal o essencial é não esquecermos o Sol e todas as coisas bonitas que nos rodeiam. Um espetáculo para miúdos e graúdos onde o fundamental é o amor e a felicidade de sermos eternamente crianças,»

A equipa solicita que cada espectador se faça acompanhar de um peluche para entrega junto de uma instituição de solidariedade.

+info

Horário das sessões: 11h30 | 12h00 | 12h30 | Sábados e Domingos | M/4 | 3€

 

Da programação de Junho fazem parte outros eventos, como o café IMPROV e concertos de música. Para estar a par de tudo, aconselhamos que visite o Teatro Rápido na sua página do facebook.



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