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Teatro Rápido – Outubro 2012

No menu de Outubro, o Teatro Rápido sugere reflexões em torno da re-pública

Em Outubro, o Teatro Rápido (TR) brinda-nos com quatro propostas sobre a re-pública. O Chiado apresenta-se como o lugar para a reflexão sobre o público e o privado, o íntimo e o colectivo.

A Sala 1 convida-nos a erguer o copo para o “Último Brinde”. Com interpretação e encenação de Hugo Costa Ramos e Philippe Leroux, a peça baseia-se num texto de Eric L da Silva. Trata-se de um projecto construído especificamente para o TR. Os actores Hugo e Philippe confessaram-nos que a peça é “um gatilho de emoções”, uma espécie de montanha russa entre a vida e a morte. Pelo meio, erguem-se os copos para brindar.

“As coisas pelos nomes” não é “apenas” uma peça. É um projecto com cabeça, corpo e alma. Sara Barros Leitão concebeu este trabalho que vai juntar “em palco” duas actrizes que não se conhecem, que moram em sítios diferentes, que só se vão conhecer no último dia do espectáculo. Estas são as premissas que estruturam a peça que está em cena na sala 2. Diana Nicolau e Sofia Santos Silva são as actrizes que dão corpo à alma e alma ao corpo.

“A Mãe da Noiva” é protagonizada pela actriz Rosa Villa, que desafiou Ana Saragoça para escrever um texto. A peça da sala 3 conta, ainda, com a encenação de Jorge Estreia. Curioso é o facto deste projecto ter nascido no próprio Teatro Rápido, após a actriz ter sido convidada para ler um excerto do livro de Ana Saragoça. “Desafiei a Ana e ela pediu-me 24h para pensar. Antes desse prazo já tinha o “sim”.”

“Eu sou o meu país” – é a proposta da sala 4, onde podemos assistir a duas actrizes que dão voz ao texto de Pedro Saavedra. Monica Lourenço e Rita de Brito Martins assumem o papel de uma figura de estado que é, afinal, um cidadão como qualquer um de nós. O trabalho pertence a uma peça mais longa e foi adaptado para o contexto do TR. A sala 4 deverá ser visitada, pelo menos, duas vezes, uma vez que as actrizes assumem o papel em semanas alternadas.

Poderíamos dizer que este é o mês dos monólogos. Com excepção para a sala 1, todas as outras salas nos brindam com a presença de um único actor em cena. Actores de várias gerações, com experiências diferentes, mas que têm em comum a força e a criatividade de arregaçar mangas e “fazer coisas”.

Depois do sucesso de Setembro, com o tema “Tempo” (atingiram-se recordes de bilheteira na última semana), o TR pretende chegar a cada vez mais pessoas. Ao turista que passeia por Lisboa, a quem sai do emprego e vai espreitar o teatro, ao estudante que passa pelo bar para estudar e pergunta na bilheteira “o que é que há para o menu de hoje?”. “Há pessoas que tiveram o seu primeiro contacto com o teatro aqui, neste espaço. E isso é muito gratificante”, disse-nos Andreia Madeira, produtora cultural do TR.

Ainda não conhece o Teatro Rápido? Leia aqui.

A programação de Outubro conta, ainda, com a exposição “A república vai nua” de Patricia Barbosa, no bar do TR. A instalação conta com desenhos e textos da autora. No dia 12 podemos assistir ao concerto de Nancy Vieira (22h/12,50€) e no dia 26 o público é convidado a participar na tertúlia A República das Bananas (21h30/entrada livre).

De Quinta a Segunda, das 18h às 20h30m, na Rua Serpa Pinto, a cultura é low cost (3 eur ) e oferece-nos fast theatre.

Fotografia por Mário Pires.



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