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Telepathe

Um misto de dança e cumplicidade.

Após esgotarem a ZDB, em Lisboa, e preencherem o Plano B, no Porto, a passagem das debutantes Telepathe por solo português fechou-se num memorável concerto no Via Club, em Coimbra. O duo de Brooklyn, entre sorrisos tímidos e em grande simbiose, mostrou a pop dançável do seu mais recente trabalho, “Dance Mother”, prometendo um regresso próximo.

Era muito aguardada a estreia de Busy Gangnes e Melissa Livaudais em Portugal. Afinal de contas, “Dance Mother”, o primeiro LP da banda, tem vindo a captar atenções da crítica mundial, em especial com a recente tour europeia.

Compenetradas, não sem algum atraso, as Telepathe subiram ao palco do Via Club, que, há muito, não se via tão cheio. Rapidamente, o público disperso pela sala aglomerou-se em volta da banda, aplaudindo os primeiros acordes de «Chrome’s On It», com sorrisos expectantes.

Quase sem trocarem olhares entre si, seguras de cada um do seu papel, as Telepathe mostraram de que é feita a música: química. Aliás, este é o adjectivo que melhor caracteriza esta banda. Pouca interacção com a audiência – à excepção de alguns envergonhados “obrigado” -, entre efeitos e sintetizadores, conseguiram pôr o público a dançar.

À semelhança dos dois outros concertos em Portugal, a actuação durou pouco mais de meia-hora, sem encore, encerrando com o famoso «So fine». Melissa Livaudais explica, aliás, que a duração dos concertos estava prevista ser mais longa; no entanto, devido a problemas com o material durante o voo, as Telepathe viram-se obrigadas a reduzir o tempo inicialmente previsto. Mesmo assim, e mostrando-se espantada com o feedback que recebeu no nosso país, a banda promete voltar, desta vez para um concerto mais longo, não descurando a hipótese de actuar em recinto aberto: “Agora, não se proporcionou, apesar de estarmos em altura de festivais e de gostarmos muito de lá tocar, a energia é diferente. Mas queremos regressar, estamos maravilhadas com o público português. Não esperávamos uma recepção assim, ficamos muito excitadas”, afirma Melissa. Já Busy Gangnes reconhece que, dado o cariz intimista da música das Telepathe, a mini-digressão por Portugal em três recintos fechados acaba por ser positiva, pois “as pessoas prestam mais atenção ao que ouvem, em salas pequenas”.

O duo de Brooklyn surge numa altura em que a pop começa a depender mais de efeitos electrónicos, tal como a sua música. Melissa encara esta situação como “um alinhar de estrelas para nós”. Por isso, ainda surpreendidas pelo sucesso do álbum, as Telepathe não encontram explicação para o memos. “Passámos muito tempo a escrever as canções, não sabíamos se as pessoas se iriam identificar com o nosso som”, diz Melissa. Além de influências como Michael Jackson, o produtor dos TV On The Radio, David Sitek, é, de certa maneira, um dos grandes apoios do projecto. “Ele ajudou-nos muito, tornou as nossas canções mais bonitas. Porém, não é o único. Quando colocámos música disponível no myspace, recebemos muitas contribuições de partes diversas, o que também ajudou a criar o nosso próprio som”, remata Busy.

Inicialmente, esta banda possuía alguns projectos paralelos, o que, apesar de tudo, não foi factor preponderante na elaboração de Dance Mother. “Este é o nosso bebé, quisemos focalizar-nos nele, daí o tempo que dispendemos”, graceja Melissa Livaudais.

Planos para o futuro? “No Outono, queremos escrever novas canções, começar a trabalhar num novo projecto, que deverá manter a linha de “Dance Mother”. Até lá, ainda há a digressão para terminar e algum descanso”, explica Busy Gangnes.

Simpatia, timidez e humildade caracterizam este duo que, certamente, e com um novo álbum no horizonte, ainda dará muito que falar, nas pistas electrónicas mundiais.



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