The Arctic Monkeys @ Garage

Geração Mp3.

Rotulados como uma das bandas mais “excitantes” ao vivo, com centenas de milhares de discos vendidos na Grã-Bretanha, os The Arctic Monkeys actuaram em Portugal ainda a viver o período de euforia após o lançamento do disco de estreia, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not “ no passado dia 18 de Maio. À sua espera estava um Paradise Garage completamente esgotado (e abafado), repleto de jovens fãs sedentos de pular e transpirar ao som dos hits da banda. Do you belive in the hype?

Antes de responder ao dilema da noite, tentando retratar o que se passou no Paradise Garage, gostaria de fazer uma menção muito honrosa aos The Vicious Five que abriram as hostilidades. Perante um público bastante mais novo que aquele que frequenta a ZDB e outros locais por onde a banda costuma actuar, os V5 conseguiram captar a atenção de muitos que possivelmente nem sabiam da existência de uma banda a tocar desta forma em Portugal.

Utilizando da melhor forma a natureza dos seus temas (curtos e grossos), a banda de Lisboa colocou em palco grande parte dos registos que compõem o disco de estreia “Up on the Walls”, confirmando o excelente “momento de forma” que estão a atravessar. Com uma energia contagiante, muito devido ao incansável vocalista Joaquim Albergaria, os The Vicious Five conseguiram contaminar toda a plateia do Paradise Garage, terminando a actuação sobre uma grande salva de palmas. «Bad Mirror» (o single de apresentação do disco), «Suicide Club» e a versão para «Fight For Your Right (To Party)» dos Beastie Boys, foram alguns dos momentos altos da actuação da banda. Talvez tenham conseguido vender alguns cd’s e t-shirts com mais esta actuação. Bem o merecem.

Os The Arctic Monkeys são um fenómeno. Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o concerto do Paradise Garage provou que estes quatro jovens ingleses conseguiram, em poucos meses, criar um conjunto de seguidores bastante considerável. Geração do MP3 e do Ipod, que tem todos os temas na ponta da língua e que desde o primeiro ao último segundo da actuação não se cansou de saltar, de gritar, de cantar e de transpirar.

Muitos poderão dizer que a música do quarteto inglês não traz nada de novo. A verdade é que em palco os míudos até se safam muito bem. Bastante fiéis aos registos originais, com uma surpreendente voz de Alex Turner, a banda trouxe a Portugal praticamente todos os singles que compõem o disco de estreia.

A festa e o mosh começaram logo nos primeiros acordes de «The View From The Afternoon» e prolongaram-se até aos acordes finais de «A Certain Romance», o tema que fechou o concerto. Sempre com uma atitude bastante positiva, mas pouco comunicativa, a banda inglesa não deixou nenhum dos temas mais emblemáticos de fora do alinhamento. «I Bet You Look Good On The Dancefloor», «When The Sun Goes Down» e «Fake Tales of San Francisco», foram alguns dos momentos altos da actuação.

Uma hora e alguns minutos depois de terem subido ao palco, o concerto termina perante uma plateia “suada” e ao rubro, sem direito a encore nem a uma última saudação. Será que algum “vedetismo” já lhes subiu à cabeça? Sem dúvida que existe muito potencial nestes quatro míudos ingleses, que sabem dar às pessoas aquilo que elas mais desejam. Vamos esperar para ver se sabem gerir essa pressão e mediatismo.



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