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The Godspeed Society

Sangue, mistério e música.

Baby, uma jovem cantora do Red Bar em Bloody City, uma cidade desconhecida que “existe num tempo futuro, mas onde se respira o ar do passado”, é morta pelo namorado cuja cara nunca viu e decide voltar, em espírito, para o perseguir.

É esta a sinopse de “Killing Tale”, o primeiro trabalho da banda The Godspeed Society. Aliando a música a outras formas de arte como a literatura, o cinema, o teatro e a banda desenhada criaram um mundo à parte onde podemos encontrar personagens (que correspondem a alguns membros da banda) tão variadas como Baby (Sílvia Guerreiro), Jack, o polícia (Manuel Silva), NoFace, o namorado violento, Father Mac, o padre (Rolando Amaral), Louie, o dono do Red Bar (Pedro Calhas), Peggy, a instrumentista (Ana Sofia Campeã), Mr. Whistler (Gustavo Teixeira) e O Talhante, arqui-inimigo de Jack.

A banda está neste momento a terminar a produção do seu disco de estreia e a RDB falou com eles para tentar desvendar um bocadinho do mistério que os rodeia.

Como nasceram os The Godspeed Society? E porquê a escolha deste nome para a banda?

Os The Godspeed Society nasceram da vontade de alguns amigos criarem um novo projecto que fosse ao encontro das suas próprias expectativas enquanto ouvintes e espectadores. Pensámos em vários nomes até encontrarmos o que nos definia realmente. Queríamo-nos transportar, e ao nosso universo, para tempos e espaços criados por nós e que as personagens com vidas e histórias próprias se encontrassem e finalmente tivessem uma história em comum. Godspeed é um termo utilizado para desejar boa viagem e este foi o mote para o nome The Godspeed Society.

Como é que funciona o vosso processo de criação? O que é nasce primeiro, os capítulos do conto que depois são transformados na música, que acaba por funcionar como banda sonora, ou a música é que dá o mote para o seguimento do conto?

O conto nasce da criação de uma música, o «Dark River». Com ela nasceram as primeiras personagens e a direcção que a narrativa tomaria. Todas as outras músicas foram criadas com base na história e funcionam como banda sonora da mesma. Claro que não existiu uma rigidez nessa construção e tanto as músicas como o conto foram sendo ajustados um ao outro ao sabor das ideias que iam surgindo.

Os vossos concertos têm uma componente teatral muito forte, arrisco-me a dizer que sem ver um concerto vosso é impossível ter uma noção completa daquilo que são os The Godspeed Society. Porque optaram por transportar o imaginário do conto para o palco? Acham que as imagens são importantes para potenciar o sentido das canções?

Achamos que actualmente os músicos se preocupam essencialmente em aprimorar a parte técnica, descurando muitas vezes o aspecto visual. Colocamo-nos muitas vezes na pele do espectador e pensamos no que gostaríamos de ver acontecer em cima do palco. No nosso caso só poderia ser uma coisa, o desenrolar da história, o “Killing Tale”. Ao optarmos por incluir nos nossos espectáculos esse cuidado cénico, facilita a quem assiste a compreensão da história.

Ao navegar pelo vosso myspace foi impossível não me lembrar da banda desenhada Sin City ou até certo ponto de bandas como os Diablo Swing Orchestra. Quais são as vossas influências, tanto musicais como visuais?

De facto assumimos desde sempre a influência de filmes e bandas desenhadas como o Sin City no nosso trabalho. Os Diablo Swing Orchestra têm sido referidos inúmeras vezes mas curiosamente nunca foram uma influência. Musicalmente todos os músicos do projecto têm gostos díspares, que vão desde o fado ao heavy metal, passando pelo jazz, blues, rock, world music e até os musicais tão em voga nos anos 70.

Vocês já tocaram em palcos como o Santiago Alquimista, o Auditório Carlos Paredes e no Cinema São Jorge. Como foram essas experiências?

Foram excelentes, tendo em conta que o projecto é relativamente recente e já passou por algumas das casas de referência de Lisboa. Destacando o espectáculo do Cinema São Jorge, foi um desafio para nós por ter sido uma produção inteiramente nossa e por termos esgotado a sala, saíndo de lá com uma agradável sensação de missão cumprida.

Qual tem sido a reacção do público ao vosso trabalho?

Até agora a receptividade tem sido extraordinária. No dia a seguir a um espectáculo pedem-nos para fazernos outro rapidamente, o que nos deixa extremamente satisfeitos.

Estão neste momento a gravar o vosso primeiro álbum. Como está a correr? Já têm ideia de quando será lançado?

O álbum já está gravado, estando neste momento a terminar a sua produção. Estamos muito expectantes e bastante satisfeitos com o trabalho realizado até agora. Faltam acertar alguns pormenores e assim que estiver concluído, o álbum sairá para a rua.

Quando podemos esperar o novo capítulo? Tenho que admitir que estou muito curiosa para saber como o conto se vai desenrolar.

Terão mesmo de aguardar pelo lançamento do disco… é segredo!

Já tem mais concertos agendados? Onde vos poderemos ver a seguir?

Estamos a desenvolver uma acção concertada entre lançamento do disco e próximos espectáculos, pelo que brevemente iremos revelar novas datas.



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