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How I Met Your Series # 2 – “The Newsroom”

O regresso de Aaron Sorkin às séries televisivas

Quando uma nova série é apresentada a público, a principal atracção costuma passar por uma realização de luxo, um elenco invejável ou uma adaptação que promete dar frutos. “The Newsroom” não é o caso, tendo como principal protagonista o argumentista, Aaron Sorkin, cujo nome já apresenta um carimbo de qualidade.

Sorkin encontrava-se afastado da Televisão desde “Studio 60 on the Sunset Strip” devido às fracas audiências, recorrendo ao Cinema para voltar à ribalta, através de filmes como “The Social Network” e “Moneyball”, sendo que o famoso filme do Facebook lhe garantiu um Óscar de Melhor Argumento Adaptado e a credibilidade necessária para a HBO investir no episódio piloto de “The Newsroom” (cujo argumento já estaria a ser desenvolvido independentemente pelo escritor).

Contando com apenas uma temporada recém-finalizada, num total de 10 episódios (a série já foi renovada para uma segunda temporada), “The Newsroom” tem dividido as críticas: os apreciadores de Sorkin dão graças pela Televisão de qualidade e os que não ficaram rendidos com “Social Network” continuam a não estar convencidos.

É impossível negar, no entanto, o poder arrebatador do primeiro episódio da série. Para quem conhece o escritor, sabe que há um conjunto de factores apelidados de sorkinisms que ligam todos os seus trabalhos, por muito diferentes que sejam: os diálogos ping pong rápidos, inteligentes e arrogantes, aliados a um ritmo frenético que criam a sinfonia perfeita para quem prefere ficar preso ao ecrã por causa de uma conversa e não por um conjunto de explosões. Agora alie-se essa metodologia a um debate aceso entre um liberal e um conservador, em que o apresentador televisivo (e também protagonista) Will McAvoy (Jeff Daniels), decide finalmente quebrar o seu silêncio (característico de um profissional que não deve tomar partidos) e dizer tudo aquilo que os norte-americanos não querem ouvir: à custa de “idiotas conservadores e liberais com mau perder”, os EUA já deixaram de ser o maior País do mundo, faz tempo. E sim, é desta maneira que Sorkin inicia uma série televisiva.

 

Ainda pouco sabemos sobre McAvoy, mas não é difícil perceber que a sua carreira promete ser abalada. Apesar de republicano, o apresentador televisivo e editor de “News Night” da ACN era conhecido por se abster de opiniões tendenciosas, sendo essa a principal razão do seu sucesso. Portanto, não é surpresa que depois deste episódio escandaloso McAvoy se depare com uma renovada equipa quando volta à redação, incluindo, como principal surpresa, a sua ex-namorada MacKenzie McHale (Emily Mortimer) como produtora executiva. O choque entre as duas personagens é imediato, já que McAvoy fora das câmaras é a típica personagem arrogante a qual Sorkin nos habituou, não sendo difícil de antever que o motivo da separação do casal fará correr muita tinta nos episódios seguintes.

O clima de tensão entre ambos, aliado ao facto de MacKenzie estar determinada a transformar o jornalismo televisivo em algo íntegro e não sensacionalista, faz com que a redação volte a um estado embrionário, em que a preparação da emissão se torna caótica (as notícias apresentadas aconteceram mesmo, já que a série se passa em 2011, contando por exemplo com uma emissão dedicada à morte de Bin Laden).

O elenco da equipa de “News Night” conta ainda com caras como Dev Patel (“Slumdog Millionaire), Sam Waterson (“Law & Order”) ou Jane Fonda (que se estreia neste formato televisivo).

Em Portugal, a série passa desde 15 de Agosto na TVSéries.



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