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The OA

Nem toda a gente merece ressuscitar.

A quantidade de séries que aparecem começa a ser ridícula. Mais absurdo ainda é o facto da maioria delas lidar ou com cenários pós-apocalípticos ou com o sobrenatural e quando a produção televisiva é ditada pelas tendências tende a dar asneira.

Se conseguirem superar o piloto de “The OA”, que dura cerca de 60 minutos e não deixa claro que espécie de enredo sairá dali, talvez sejam recompensados, dependendo do grau de exigência televisiva. Bastante comparada a “Stranger Things”, “The OA” não só joga num campeonato diferente como noutra modalidade.

Não só Prairie, representada por Brit Marling, tem um nome ofensivamente hippie como é tamanho pãozinho sem sal que passamos metade do tempo a pensar em Michael Landon em “Um anjo na terra”, e quando é que isso foi uma referência positiva? Para agravar as coisas, as personagens mais interessantes são as que usufruem de menos tempo no ecrã, e quando parece que a série vai finalmente arrancar, entra de tal forma em modo New Age que é difícil para quem tiver pelo menos uma costela agnóstica não se sentir alheado da realidade de “The OA”.

Ao fim de meia dúzia de episódios de ver uma série em que todos os personagens são atenciosos e educados, falam baixinho e tem um ar hiper-aprumado começamos a desejar que Prairie não tivesse ressuscitado. Ou pelo menos que seguisse o conselho de Scott quando diz “Go fuck yourself.”

 



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