The Poppers

The Poppers

Conversa com a banda na véspera da apresentação do terceiro álbum de originais.

Na noite de 4 de Outubro todas as ruas do Bairro Alto vão desembocar no Teatro do Bairro, um espaço de excelência pela diversidade de expressões artísticas que acolhe.

Esta sexta-feira acolhe os The Poppers, que sobem ao palco para apresentar o seu terceiro álbum de originais: “All in Black and Thunder”.

Se provas fossem necessárias, os The Poppers seriam uma das irrefutáveis de que o Rock’N’Roll nunca passa de moda. Venceram o Festival de Música de Corroios de 2005 e desde então nunca mais abrandaram o ritmo frenético e eletrizante através do qual já conquistaram o seu estilo mui próprio. Constituída pelos elementos: Luis Raimundo (voz e guitarra), Nuno Jesus (guitarra e coros), Nuno Santos (baixo e coros) e Bruno Fernandes (bateria e coros), a banda conta já com dois discos: Boys Keep Swinging de 2006, e o fabuloso Up With Lust de 2010.

Quando estes quatro se juntam em palco, nunca esperamos menos do que aquilo a que já nos habituaram. Actuações de uma energia pulsante que combinam na perfeição a sofisticação de uma banda que amadureceu o seu próprio Rock’N’Roll sem nunca perder a sua essência original. Inspiram-se nos grandes dos anos 60, como os Rolling Stones ou os Small Faces mas, quando os questionámos sobre este tema, Nuno Santos respondeu: “O principal compositor da banda é o vocalista e letrista, Luís Raimundo. Mas penso que ele concorda que o que nos influencia é tudo o que se passa em nosso redor e que nos toca de maneira pessoal, sejam acontecimentos, filmes, livros, músicas, relações. O modo e intensidade como as vivemos é capaz de alterar tudo.”

Com mais de 80 concertos guardados na bagageira, também em Espanha este quarteto já deu provas do que vale, e esmagaram quaisquer dúvidas que pudessem restar sobre o que eram capazes de produzir quando ganharam o prémio de melhor banda portuguesa no Festival Pop Eye em Cáceres (composto por imprensa especializada espanhola). Por entre olhares cúmplices, a banda revela que “Tocar ao vivo é sempre especial para nós. Quando a comunhão entre banda e público é maior, mais especial se torna o momento. Felizmente, tivemos muitos momentos desses, em muitos locais. Somos quase sempre muito bem recebidos em todo o lado.”

A prova desta aceitação por parte do público viu-se concretizada quando, no final do ano de 2012, lançaram uma campanha de Crowdfunding, com o objectivo de partilharem novidades exclusivas com a comunidade de fãs, amigos e apoiantes da banda – os Seasick Sailors – e dar-lhes também a oportunidade de acompanhar todo o processo de produção do novo álbum. Para tal bastava embarcar nesta aventura e ajudar a banda lisboeta a provar que não tem medo da pressão resultante do sucesso do álbum anterior (em 2010 o Up With Lust foi considerado um dos melhores discos desse ano pela revista Blitz), nem tão pouco da crise. “O que retirámos de mais importante de toda esta experiência é que os amigos são para as ocasiões, sendo elas boas ou más, e que os encontramos onde menos esperamos. As campanhas de Crowdfunding permitem-nos descobrir, também, a importância e valor que os nossos fãs nos dão ao investirem directamente no nosso trabalho. Acreditam em nós, gostam daquilo que lhes oferecemos e querem participar e apoiar-nos sempre. Somos realmente muito privilegiados nesse aspecto.”

E não é só nisso que são privilegiados. Este terceiro disco foi o salto que permitiu perceber o estatuto que a banda tem vindo a conquistar: Foi gravado nos RAK Studios, por Richard Woodcraft, e misturado em NYC por Bob Brockmann. Este é um dos melhores estúdios em Londres, por onde já passaram nomes como Radiohead ou Artic Monkeys, e os The Poppers confidenciam “O sucesso do estúdio deve-se a dois factores: o material e técnicos de qualidade que possui, como é o caso do Richard Woodcraft, o nosso produtor, e a forma como nos fazem sentir em casa. Quando se aliam estas circunstâncias a uma banda cheia de vontade de vencer, é meio caminho andado.”

No final de todo este processo, a banda confirma o patamar de excelência onde se quer situar, ao homenagear os seus Crowdfunders. Intitula de “Seasick Sailors” o single de lançamento do álbum, que conta a participação especial do Coro Gospel Collective. Luis Raimundo explicou como surgiu esta colaboração: “A ideia surgiu com o ‘nascer’ da canção. Sentimos que fazia todo o sentido ter um coro a cantar connosco. Os Gospel Collective surgem porque os vi actuar no CCB e fiquei completamente rendido. Como já conhecia a Selma (uma das vozes), endereçámos o convite, que foi gentilmente aceite. Foi assombroso como tudo fez sentido no estúdio, superando as expectativas em larga escala. O Colectivo é composto, na nossa opinião, por um conjunto das melhores vozes que existem em Portugal.”

No final, resta-nos saber o que os The Poppers têm para dizer aos fãs sobre este concerto de dia 4 de Outubro: “Os Seasick Sailors podem contar com os 4 do costume. O Bruno Fernandes, baterista, está de volta ao gang! (Risos) Músicas do novo álbum, os Gospel Collective com uma participação especialíssima, e mais umas novidades, que por enquanto são segredo… a revelar na sexta dia 4 de Outubro, às 23h00, no Teatro do Bairro.”

Mais do que excelentes músicos, o que marca a diferença nesta banda são as características inatas aos próprios membros.

São apaixonados pelo que fazem, e genuínos quando o fazem.

Vemo-nos por lá?



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