The Poppers | Entrevista

The Poppers | Entrevista

"É garantidamente o nosso melhor disco". Quem o diz é Rai, vocalista dos The Poppers. Entrevista exclusiva sobre o momento da banda que irá editar ainda este ano um novo disco de originais.

Com 16 anos de carreira os The Poppers são sinónimo de rock e perseverança. Em 2005 deram-se a conhecer vencendo o Festival de Música Moderna de Corroios. A carreira de Rai, Bonés, Kid e Bruno foi sempre acompanhada de perto pela RDB. Quando o primeiro disco de originais da banda,”Boys Keep Swinging”, foi editado, tivemos oportunidade de entrevistar a banda. Prestes a editar novo disco, é importante marcar mais esta etapa na carreira dos The Poppers, na véspera da atuação da banda no Coreto G-Star Raw na 10ª edição do Nos Alive.

RDB: Novo single e novo disco ainda este ano. Os The Poppers estão de regresso e recomendam-se?

Rai: Estamos muito contentes por estar de volta. Estamos prontos!

No Press Release de divulgação do novo videoclip (“In the morning”) pode-se ler que o novo disco é “declaradamente o melhor da banda”. Porque sentem isso?

O facto de termos gravado um disco que acabou por não ser editado, de eu ter fundado outra banda (Keep Razors Sharp), o hiato que aconteceu após termos decidido não editar o LP, acabou por ter um impacto muito saudável, deu-nos muita força para voltar e tentarmos fazer o melhor disco que seria possível. Pessoalmente tive uma vontade incontrolável no final do ano passado em criar, escrever, fazer acontecer. O disco foi escrito em cerca de 3 meses. A somar a todos os pontos, tivemos a produção do Paulo Furtado aka Legendary Tigerman, que trouxe muito da sua experiência e amor o que acabou por ter uma importância vital. O amor importa nestas coisas. Por sua vez a sessão de estúdio correu muito bem, de uma forma focada mas descontraída, tudo bateu certo. É garantidamente o nosso melhor disco.

Foram para Londres, gravaram um disco de decidiram não editar. Fala-nos um pouco dessa decisão.
 
Fomos com o intuito de nos desafiarmos enquanto banda, experienciar algo juntos, sair da nossa zona de conforto.Tenho a necessidade de reforçar que nunca foi um acto de vaidade, caso contrário o LP teria sido editado. O que aconteceu efectivamente foi que não me identifiquei com o resultado final do disco. Não editar o disco acabou por ser uma decisão difícil, mas uma coisa é certa, nunca abdicarei do meu instinto critico e criativo. Por vezes é necessário destruir e reconstruir. Tenho o disco em casa finalizado e darei a oportunidade a algumas pessoas para o ouvirem daqui a uns meses. Hoje sei que tomei a decisão certa.

Gostamos verdadeiramente de tocar, de gravar, de estarmos juntos

O final da banda esteve “em cima da mesa” depois dessa decisão?

Nunca. Gostamos muito do que fazemos. Todos os momentos que passamos são demasiado importantes para nós, estão guardados nas nossas caixas sincopadas e quantos mais momentos existirem melhor. Acho que nos refugiamos muito na banda, para mantermos a nossa sanidade mental. Gostamos verdadeiramente de tocar, de gravar, de estarmos juntos. Em momento algum foi posta em causa a continuidade da banda.

The Poppers | Entrevista
A banda viveu um período de paragem em que desenvolveram (e com muito sucesso) projetos paralelos. Essas experiências foram importantes para os The Poppers enquanto grupo?

Sim muito importantes, pessoalmente evolui muito como músico.

Como surgiu a oportunidade de trabalhar com Paulo Furtado?

Numa conversa muito informal, abordei o Paulo sobre a possibilidade de produzir o disco, contei-lhe em que ponto estávamos e para onde queríamos ir enquanto banda. Ele aceitou o desafio sem pestanejar. Foi uma experiência muito enriquecedora, o Furtado é exímio em tirar o melhor de cada um em estúdio; mais, tornou-se um de nós e encarou o disco como se fosse dele. Sempre muito focado e especialmente crítico como qualquer produtor deve ser.

mesmo com o colapso económico que atravessamos o novo sangue não baixou os braços e Portugal está a passar por uma fase criativa muito interessante

Com 16 anos de vida achas que estão na vossa “melhor forma”?

Sim, Física e mental (risos)

Continua a ser mais fácil tocar no estrangeiro do que em Portugal ou sentem que algo mudou durante estes 16 anos no nosso pais?

Portugal tem mudado muito. Tem existido ao longo destes anos um esforço louvável de um número de pessoas para fazerem “acontecer” em Portugal, mesmo com o colapso económico que atravessamos o novo sangue não baixou os braços. Estamos a passar uma das fases mais criativas mais interessante e somos correspondidos. Existem cada vez mais micro festivais muito bem sucedidos, locais com condições para as bandas tocarem. Estamos num bom período.

O que podemos esperar da atuação no Coreto G-Star Raw?

O nosso melhor, não conseguimos encarar os nossos concertos de outra forma.



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