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The Universim | Antevisão

Mais um género clássico de videojogos que regressa!

The Universim é um jogo onde desempenhamos o papel de um Deus. Foi desenvolvido pela Crytivo Games Team e é resultado de uma campanha de crowdfunding bem sucedida no Kickstarter. Aliás, esta campanha é uma das bandeiras da produtora de The Universim, uma vez que se orgulha de este ser um jogo 100% crowdfunded, cujo financiamento veio directamente dos jogadores interessados em ver o regresso deste género que, nos anos 90 e na primeira década do séc. XXI, ganhou fama com jogos como Black & White e Populous. Este último que, no final da década de 90, conheceu a sua terceira entrada com Populous: The Beginning – um jogo que muito joguei naquela altura, no meu velhinho PC (o primeiro que tive), e com o qual passei muitas horas a liderar a minha tribo à conquista de um sistema solar.

No jogo da Crytivo fazemos algo semelhante, temos um planeta e população para o povoar e evoluir ao longo de várias gerações. A nossa população começa na Idade da Pedra, com apenas duas pessoas e dois bebés mas a verdade é que está prometida, há muito tempo, a exploração espacial e a conquista de novos planetas com a civilização que vão desenvolvendo e até a chegada de alienígenas. Algo que infelizmente ainda não está presente na versão actual de The Universim mas que deixará os jogadores a esperarem ansiosamente pela sua chegada. The Universim encontra-se neste momento em acesso antecipado no Steam num formato que se pode considerar ainda como um Alpha muito precoce. Ainda não existe muito conteúdo para explorar, é certo, mas aquilo que podemos testar parece ser o princípio de algo glorioso.

Algo que salta logo à vista, assim que entramos no jogo, é o sensacional aspecto gráfico de The Universim, um pouco “cartoonesco”. As cores vibrantes do planeta onde iniciamos a nossa aventura ficam na retina e, quando aproximamos a visão sobre o mesmo, podemos observar vários detalhes muito bem conseguidos nas rochas, na água e nos efeitos climatéricos (com tempestades e mudanças de tempo). O jogador pode até observar os mapas de vento ou de calor e constatar o verdadeiro ecossistema do planeta à sua frente.

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A nossa pequena família inicial, constituída por um casal e as suas duas crianças, começa com poucos recursos e tem como primeiros objectivos a construção de uma casa principal e partir em busca de comida, madeira e pedra. O nosso papel é, muito sucintamente, o de influenciar a forma como a civilização vai crescendo e desenvolvendo, através da utilização dos nossos poderes divinos. Podemos influenciar os “nuggets” (assim se chamam os seres da civilização que controlamos) para que estes construam primeiro determinado edifício e podemos até propiciar uma gravidez imaculada, recriando um verdadeiro milagre bíblico, ou mesmo conferir a imortalidade a um dos nossos nuggets favoritos.

Eventualmente, irá chegar também o controlo sobre quedas de meteoros, tornados, vulcões, tempestades e terramotos. Afinal de contas, não seríamos um verdadeiro ser divino se não causássemos trafulhice aqui e ali, só para testar o carácter da nossa civilização. Os controlos divinos funcionam à base do arrastar e colocar noutro local, como era habitual no género, e podemos designar algumas funções para os nuggets. Apesar de tudo, beneficiando do sistema de inteligência artificial arbitrária do motor de jogo, os nuggets vão fazendo a sua vida, mesmo que não a influenciemos. Dessa forma, a reprodução acontece naturalmente e, quase sem darmos conta, aqueles pequenos dois nuggets iniciais deram início a uma civilização enorme que explora cada canto do planeta. Os nuggets também podem aprender novas habilidades, recorrendo a sistemas de tecnologia que, por sua vez, se ramificam em diferentes árvores que podemos escolher. Graças a esta componente, os nossos nuggets poderão eventualmente evoluir e entrar na Idade Moderna.

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The Universim ainda está numa fase muito precoce do seu desenvolvimento, ainda não existindo muito para explorar. A verdade é que aquilo que existe promete um regresso do género de simulação do papel de deus, digno de uma estrondosa epopeia de Homero. Com The Universim, a Crytivo tem algo em mãos com um enorme potencial e por aqui no Rua de Baixo, em conjunto com os 24.630 jogadores que apoiaram este jogo no Kickstarter, esperamos que consigam explorá-lo ao máximo para que possamos usufruir dos nossos poderes cósmicos em todo o seu esplendor. Da minha parte, enquanto grande jogador de Populous: The Beginning que fui e que nunca mais conseguiu ter uma experiência semelhante, desejo à equipa sem fronteiras da Crytivo a melhor das sortes para os meses de árduo trabalho que se avizinham a aprimorar este alpha e torná-lo num lançamento bem sucedido. As sementes estão lançadas e há agora que aguardar. Vou ficar a fazer figas deste lado!



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