The Weatherman

A beleza das coisas simples.

The Weatherman desceu à capital, relativamente lounge do seu Porto natal, perdoe-se o trocadilho óbvio. “Cruisin’Alaska”, o disco de estreia, já foi aqui falado. É bom, é muito bom. É uma estreia surpreendente, surgida inesperadamente, como os maiores amores e encantos. Apanhado de algumas das melhores canções pop made in Portugal dos últimos anos, “Cruisin’Alaska” é, finalmente, um disco que pede palco.

O palco, lá está. A estreia ao vivo em Lisboa deu-se em formato reduzido: a voz e guitarra acústica de Alexandre Monteiro (o nosso Weatherman) surgiu aqui acompanhada somente pela guitarra eléctrica de André Tentúgal e pelo baixo de Rui Valentim. E pelas vozes dos mesmos em harmoniosos coros.

Quem conhecia de antemão “Cruisin’Alaska” ficou, certamente, com uma outra ideia das canções: mais despidas, nuas, directas, ficou a prova, caso fosse necessário, que as composições de Alexandre são de uma inegável qualidade. E quem não conhecesse as canções? Pois, talvez o risco maior deste concerto. Num concerto reduzido ao essencial, perdeu-se alguma ambiência que “Cruisin’Alaska” transporta. Ganhou-se uma atmosfera mais intimista e caseira, perdeu-se a beleza de alguns arranjos, os toques de produção tão fundamentais no disco de estreia de Alexandre.

Ouviu-se “Cruisin’Alaska” quase na íntegra, aparte «Intermission» e «Sierra del Sol». Mudou-se a ordem dos temas, repetiu-se a fortíssima «If You Only Have One Wish» no final. Referências maiores para «The Meaning of Soul» e «Looking For Guarantees».

Resultou? Sim, resultou. Serviu para aguçar o apetite para novo concerto em Março, desta vez com toda a banda, na ZDB. Dia 23, anotem. E espalhem a palavra…



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