The XX | “Coexist”

The XX | “Coexist”

Aquando do primeiro álbum, a banda havia mostrado aos ouvintes que era possível fazer música minimalista cheia de sentimento e intensidade. O mesmo conceito mantém-se neste novo álbum, sem aparatos, mas complexamente maravilhoso

Para muitos, basta dizer que os The XX lançaram um novo álbum e o sucesso estará garantido. E, mesmo que a palavra eargasm pareça ser suficiente para descrever o que se ouve em “Coexist”, vale a pena explorar um pouco mais a excelência desta banda londrina mostrada neste disco.

Aquando do primeiro álbum, a banda havia mostrado aos ouvintes que era possível fazer música minimalista cheia de sentimento e intensidade. O mesmo conceito mantém-se neste novo álbum, sem aparatos, mas complexamente maravilhoso.

Todas as faixas podem dar um hit-single, quer seja nas pistas de dança (como «Reunion», «Sunset» ou «Swept Away») ou lapidadas para sempre nas vidas daqueles que gostam deste tipo de som (como «Angels» – o primeiro avanço, ou «Missing»). As letras são sentidas, emotivas, complexas e reais, e é nesse paradigma que os The XX se destacam.

A voz de Oliver e de Romy são distintamente complementares e as letras repletas de emoção. É difícil ficar indiferente à voz angelical de Romy Croft e à sua guitarra, ao tom grave de Oliver Sim e do seu baixo. Mas estes jovens nem precisam de cantar – um baixo, uma guitarra e algumas batidas mais electrónicas de Jamie Smith (ou Jamie X, como já é mais conhecido) tornam as faixas disléxicas de adjectivos. O minimalismo musical, aparentemente despido de complexidade, é difícil de descrever. E mantém-se do álbum anterior para o novo. É mágico o que esta banda faz, e é única a fazê-lo.

Se é sonoramente similar ao anterior, isso deve-se a terem tido a capacidade de criar um mundo genial ao qual podem sempre regressar. Como se estivem numa pastelaria e, no segredo dos Deuses, mantivessem secreta a receita mais deliciosa.

Os tons mais baixos provocam vibrações que se entranham como sentimentos mesmo que, por vezes, se tornem antagónicos. Isto porque as letras, na sua maioria – para não dizer na totalidade -, não falam de prados verdejantes e unicórnios, mas é complicado ficar indiferente a letras como a que nos apresentam em «Our Song».

“Coexist” é para ouvir em modo repeat. Mesmo tendo sido um dos álbuns mais esperados de 2012 não desiludiu, ganhando possivelmente o selo de álbum do ano.



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