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Those Dancing Days

As cinco adolescentes suecas apresentam em Portugal o seu disco de estreia, “In Our Space Hero Suits”. Concertos agendados para Lisboa e Braga a 16 e 18 de Abril respectivamente.

Durante praticamente todo o ano de 2008, o mundo foi mais uma vez assolado pela ABBAmania. Filmes, musicais e jogos de computador trouxeram de novo à ribalta o agrupamento sueco. Embora a banda de «Dancing Queen» seja ainda o maior símbolo da música popular deste país escandinavo, têm surgido, nos últimos anos, alguns projectos interessantes e de relevo: a mágica Lykke Li, os enérgicos The Knife, os Mando Diao, que regressam este ano com novo disco, os Shout Out Louds que estiveram nos telefones e ouvidos de milhões de portugueses e Peter, Bjorn and John que ganharam o prémio de assobio do ano com «Young Folks». Em Abril, o público português vai ficar a conhecer a mais recente descoberta da indie pop sueca. Cinco raparigas teenagers prometem encher de ritmo o Santiago Alquimista em Lisboa no dia 16 de Abril, repetindo a dose dois dias depois em Braga no Theatro Circo.

Começaram a tocar juntas em 2005, depois das aulas, num dos subúrbios de Estocolmo (Nacka) e inspiraram-se numa música dos Led Zeppelin para encontrar o nome certo para o projecto. Com apenas um disco de originais editado, “In Our Space Hero Suits” (e um EP homónimo de estreia), Linnea (voz), Rebecka (guitarra), Cissi (bateria), Lisa (sintetizadores) e Mimmi (baixo) são as teenagers indie suecas da actualidade e formam a banda “Those Dancing Days” tendo já no seu curriculum uma nomeação para os prémios da MTV como “Best Swedish Act”, algum airplay na MTV2 e críticas no NME.

Tendo como principais influências os The Strokes (até existem alguns críticos que relacionam a voz de Linnea com Julian Casablancas) e os seus compatriotas Shout Out Louds, a banda apresenta uma sonoridade descomprometida, fresca e altamente dançável em que se evidencia o lendário órgão da Hammond e a voz açucarada de Linnea Jönsson. Embora em alguns temas se aproximem de uma pop teenager direccionada para a MTV, o disco no seu global é extremamente eficaz e interessante, apropriado para esta época primaveril.

Sendo uma banda composta apenas por raparigas com menos de vinte anos (a média é 18), o início da carreira foi um pouco difícil, como testemunhou a baixista Mimmi Evrell numa entrevista ao site “Drowned in Sound”: “No início foi um pouco frustrante porque como somos só raparigas perguntavam-nos se precisávamos de alguém que soubesse afinar as guitarras e escrever as músicas. Mas como somos da Suécia onde existem muitas bandas com raparigas tivemos sempre o apoio delas e fomos superando as dificuldades”.

O primeiro álbum de originais da banda, “In Our Space Hero Suits”, tem o selo da Wichita Recordings, responsável também por bandas como os Bloc Party. “Na Suécia a nossa editora era a mesma de Peter, Bjorn and John (Universal). Eles faziam parte da Wichita em Londres e foi a partir desse contacto comum que surgiu o interesse. Estamos muito felizes por pertencer à mesma editora dos The Cribs e ter a oportunidade de tocar com eles tem sido fantástico.”, disse Mimmi nessa mesma entrevista.

Desde o lançamento do seu primeiro disco, a banda adoptou a cidade de Londres como centro estratégico das suas actividades, principalmente devido à boa receptividade que o disco teve no Reino Unido e no circuito de concertos existente. Na Suécia, a banda não tem o mesmo reconhecimento que conseguiu adquirir em Inglaterra. Numa entrevista para a revista electrónica “God is in the TV”, Linnea admitiu essa falta de reconhecimento e acredita que tal se deveu ao facto de estarem em Londres. “Como não estivemos activas na Suécia durante muito tempo as pessoas pensaram que tinhamos desaparecido e que o disco iria ser editado demasiado tarde”, disse.

A escolha da língua inglesa em detrimento da sua língua materna foi também tema de discussão nessa mesma entrevista. Para Rebecka a opção da língua inglesa foi a forma da música da banda “chegar a todo o mundo e não ficar presa na pequena Suécia”. “O sueco é uma língua muito pouco excitante e pouco misteriosa ao contrário, por exemplo, do islandês”, concluiu Mimmi nessa mesma entrevista.

Ao vivo, as críticas têm sido excelentes. A banda tem tido uma agenda muito preenchida, principalmente no Reino Unido. A forma profissional como abordam cada concerto, com uma setlist bem construída e já muito rodada, não tem retirado o empenho e presença que demonstram em cada actuação. Em Portugal, não vão faltar os temas mais orelhudos como «Run Run», «I Know Where You Live» e «Those Dancing Days», tema do seu primeiro EP. Provavelmente também iremos ter a oportunidade de ouvir a versão que a banda compôs para «Toxic» original de Britney Spears.

Os concertos de Those Dancing Days agendados para Portugal encaixam na perfeição no tempo primaveril e ameno do nosso país por isso estão garantidas todas as condições para duas noites da mais fresca pop europeia.



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